A Secretaria da Segurança Pública confirma que um
homem foi interrogado e teve o celular apreendido.
Um áudio com ameaça de morte ao governador do
Ceará, Camilo Santana (PT), é investigado pela Polícia Civil do Ceará (PCCE).
No arquivo, compartilhado em um grupo do Whatsapp, um homem cita possíveis
planos de cometer um crime contra o chefe do executivo cearense. A informação
foi obtida pelo colunista Inácio Aguiar, do Sistema Verdes Mares.
“Vou ser sincero com vocês: tinha uma galera aí
doida para pegar o governador... É porque sumiu (sic). Mas não tá fácil pra ele
escapar não. Tem um bocado de menino bom aí doido para pegar ele, pra comer a
cabeça dele. É grana, viu? E eu estou dentro”, diz o homem, ao consumar a
ameaça contra Camilo. O título do grupo onde o áudio foi compartilhado é “Ceará
contra o lockdown”, e tem membros que se dizem contrários às medidas
restritivas adotadas no Estado.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social
(SSPDS) informa que a Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas
(Draco), com o apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP),
identificou o suspeito de gravar o áudio e, na última sexta-feira (26), cumpriu
um mandado de busca e apreensão, na residência dele, no Bairro Dom Lustosa, em
Fortaleza.
De acordo com a SSPDS, o homem, que tem 53 anos, foi
interrogado e teve o celular apreendido. O aparelho telefônico vai passar por
análise. A Polícia Civil segue investigando o caso para apurar o envolvimento
de outras pessoas e a participação do suspeito em outros crimes. O homem
responderá criminalmente pelas ameaças.
No áudio, o suspeito, que já tem antecedentes
criminais, chama o governador e outros políticos cearenses de “bandidos” e
relata que tem “amigos militares” que teriam “o olho quente”. Ele fala ainda
que fiscalizações para cumprimento do decreto estadual estariam ocorrendo
porque o governo cearense estaria “obrigando (militares) a fazer isso”.
Em julho de 2020, dois
homens foram detidos por ameaçar jogar bombas incendiárias artesanais na
residência oficial do governador de Camilo. Os suspeitos integravam um grupo de
educadores físicos que protestavam pela abertura de academias na retomada da
economia no Ceará.
Via G1 CEARÁ





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