No seguimento dos trabalhos de combate às ações de grupos criminosos, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosa Organizadas (Draco), com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP/PCCE) e da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP), deflagrou, na manhã desta terça-feira (3), a décima segunda fase da Operação Impacto. Na ocasião, 19 mandados de prisão preventiva e 58 mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra integrantes de um grupo criminoso de origem carioca atuantes em Fortaleza e Região Metropolitana. Uma prisão em flagrante também foi realizada durante os trabalhos policiais.
As investigações apontam que os alvos são suspeitos de tentar monopolizar a prestação de serviços de internet na região, além de estarem envolvidos em crimes relacionados ao tráfico de drogas e ao comércio ilegal de armas de fogo. Conforme informações policiais, as diligências decorrem de uma ofensiva realizada em março de 2025, que também buscava combater a interrupção de serviços de internet no bairro Quintino Cunha, na Área Integrada de Segurança Pública 18 (AIS 18) de Fortaleza.
Na Capital cearense, as diligências foram deflagradas nos bairros Quintino Cunha, Pirambu, Barra do Ceará, Jardim Iracema e Serrinha. Já na Região Metropolitana, as ofensivas foram realizadas em Caucaia, Maracanaú, Maranguape e Itaitinga. Como resultado, foram realizados 19 mandados de prisão – dos quais 11 foram contra alvos em liberdade e outros nove em desfavor de pessoas já reclusas no sistema prisional. Dentre alvos em liberdade, destaca-se um homem de 35 anos, com antecedentes por tráfico de drogas e tentativa de homicídio, e uma mulher de 26 anos, com passagens por integrar grupo criminoso.
Durante as ações em campo, as equipes policiais prenderam em flagrante um homem, de 21 anos, por integrar organização criminosa. Além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a Polícia Civil também representou pela quebra de sigilo de dados e pelo bloqueio de valores das contas bancárias dos alvos, medida que culminou na autorização judicial para a restrição de recursos financeiros de mais de R$ 9.2 milhões dos investigados.
Após as capturas, os alvos foram conduzidos à sede
da Draco para a realização dos procedimentos cabíveis. Agora, todos seguem à
disposição da Justiça. A PCCE reforça que a ofensiva integra uma iniciativa da
Rede Nacional de Unidade Especializadas de Enfrentamento das Organizações
Criminosas (Renorcrim), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)
para o combate aos grupos criminosos.
Com informações da Policia Civil




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