quarta-feira, 27 de maio de 2026

Empresário Tadeu Oliveira destaca ligação com Sobral durante entrevista em programa de rádio

 

O pré-candidato a deputado estadual pelo Ceará, Tadeu Oliveira, participou na tarde desta quarta-feira (27) do programa apresentado por Izaias Nicolau e comentou sobre sua relação com a cidade de Sobral.

Durante a entrevista, Tadeu destacou os vínculos pessoais e empresariais que mantém no município. Empresário no Ceará, ele possui investimentos em Sobral, entre eles uma rede de clínicas odontológicas e empreendimentos no setor imobiliário, com apartamentos na cidade.

Além da atuação empresarial, Tadeu Oliveira também ressaltou a ligação familiar com o município, já que é casado com uma sobralense.

Na conversa, o pré-candidato falou ainda sobre sua trajetória profissional, projetos e perspectivas para o cenário político cearense.



Vídeo da entrevista com Izaias Nicolau

BPRE da PMCE apreende carga de cigarros contrabandeados e conduz dois homens em Forquilha

 

A Polícia Militar do Ceará (PMCE), por meio do Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE), apreendeu uma carga de cigarros contrabandeados e conduziu dois homens, de 38 e 28 anos, na tarde dessa terça-feira (26), na BR-222, km 182, no município de Forquilha. A ação ocorreu durante a Operação Sobral, após informações repassadas pela Subagência de Inteligência (SAI) do BPRE sobre um caminhão que estaria transportando material ilícito nas imediações da cidade de Sobral.

Com as informações sobre o modelo e a placa do veículo, equipes do BPRE intensificaram o patrulhamento em municípios da região até localizarem o caminhão na BR-222, em Forquilha. Durante a abordagem e os procedimentos de vistoria, os policiais militares encontraram aproximadamente 69 caixas fechadas e quatro caixotes abertos contendo mais de 34 mil carteiras de cigarros de origem contrabandeada.

Diante da situação, os dois suspeitos foram conduzidos, junto com o material apreendido e o veículo abordado, para a Delegacia Plantonista da Polícia Federal, em Fortaleza. O caso resultou em autuação por crime de contrabando, com base no artigo 334 do Código Penal, por meio de procedimento de flagrante.

 Via: BRPRE


Roberto Cláudio participa de roda de conversa sobre políticas públicas na Faculdade Luciano Feijão, em Sobral

 


O ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, participa nesta quarta-feira (27), a partir das 19h, de uma roda de conversa sobre políticas públicas na Faculdade Luciano Feijão, em Sobral.

O encontro integra a programação acadêmica do curso de Direito da instituição e deve reunir estudantes, professores e convidados para discutir temas relacionados à gestão pública e desenvolvimento social.

Filiado ao União Brasil, Roberto Cláudio é médico e possui trajetória na política cearense, tendo exercido os cargos de deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa do Ceará e prefeito de Fortaleza por dois mandatos.

Também participa da roda de conversa o empresário e cirurgião-dentista Tadeu Oliveira, que já exerceu mandato como deputado federal e hoje é pré-candidato a deputado estadual.


Lei estabelece limite de 30 dias para INSS pagar salário-maternidade


 

Foto: Reprodução Portal Ceará

Fonte Portal Ceará

A Lei 15.415, de 2026, sancionada sem vetos na segunda, dia 25, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece que mulheres que recebem o salário-maternidade diretamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terão o benefício pago em até 30 dias após o pedido. O salário-maternidade garante renda por 120 dias a seguradas em casos de parto ou adoção.

A nova legislação determina que, se o prazo não for cumprido, o benefício deverá ser concedido automaticamente. Atualmente, o INSS leva cerca de 45 dias para efetuar o pagamento e não possui obrigação legal de concedê-lo quando o prazo é ultrapassado.

A norma tem origem no PLS 296/2016, proposto pelo ex-senador Telmário Mota (RR) e aprovado pelo Senado em 2018. A Câmara dos Deputados aprovou o texto em maio deste ano.

Mesmo com a concessão automática, o INSS poderá analisar posteriormente se a segurada tem direito ao benefício. Nessa avaliação, o benefício pode ser mantido, interrompido com devolução em caso de má-fé, ou encerrado sem devolução se não houver má-fé comprovada.

Serão beneficiadas mulheres que recebem o salário-maternidade pago diretamente pela Previdência Social, incluindo empregadas domésticas, seguradas especiais, contribuintes individuais como microempreendedoras individuais (MEIs), trabalhadoras avulsas e seguradas desempregadas. Os valores variam entre o salário-mínimo e a remuneração integral, com pagamento iniciado entre 28 dias antes do parto e a data do nascimento.



Jumento sai do Ceará por até R$ 10 e tem pele vendida a R$ 1.500 para cosmético na China

Foto: Antonio Carlos Alves.

 Fonte Diário do Nordeste 

Símbolo da resistência no semiárido cearense, o jumento nordestino vendido

informalmente no Ceará por valores entre R$ 1 e R$ 10 pode render até R$ 1.500 na China após ser processado para a extração de pele e colágeno para a indústria de cosméticos.

Apesar desse animal movimentar um mercado milionário na Ásia, o comércio da espécie não traz oportunidades viáveis e sustentáveis para o agronegócio local. Pelo contrário: a atividade ameaça a reputação do setor pela falta de rastreabilidade.

Na última quarta-feira (20), a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou a Sugestão Legislativa de proibir o abate de jumentos em todo o território nacional. Agora, de acordo com a Agência Senado, a SUG 9/2025 passará a tramitar como projeto de lei.

Como justificativa para a decisão, foi levantado não só o viés de proteção animal e o risco de extinção, mas também a necessidade de preservar a imagem do agronegócio brasileiro frente aos riscos sanitários promovidos pela forma informal como a atividade se dá no País.

Por que um produto tão lucrativo no exterior não representa negócio viável para o agro cearense?

De acordo com relatório da organização The Donkey Sanctuary, um estudo publicado pela Universidade de Reading sugere que um rebanho criado com 200.000 fêmeas de jumentos em condições altamente favoráveis levaria 15 anos ou mais para fornecer 1,2 milhão de peles. A demanda anual da indústria do ejiao, no entanto, é de, pelo menos, 5,9 milhões.

Conforme explica a coordenadora de campanhas para a América da The Donkey Sanctuary, Patrícia Tatemoto, a gestação da fêmea do animal dura cerca de 12 a 13 meses, e normalmente nasce apenas um filhote por vez. Já a maturidade reprodutiva e o desenvolvimento físico completo levam entre três a cinco anos para ocorrer.

“Na pecuária comercial, muitas fêmeas bovinas já entram em reprodução entre 14 e 24 meses, e a gestação das vacas dura cerca de 9 meses”, explica a especialista.

Além disso, a espécie é altamente responsiva ao estresse, ao transporte prolongado e à superlotação, o que eleva o índice de abortos das fêmeas e morte dos animais, expõe a estudiosa.

"Isso significa que a velocidade de abate dos animais para atender à demanda industrial é muito maior do que a capacidade de reposição populacional da espécie. O jumento não pode ser comparado à lógica produtiva de aves, suínos ou bovinos. Tanto isso é verdade que nem a China tem conseguido atender à demanda"

Patrícia Tatemoto

De acordo com ela, no Brasil, a função do jumento sempre esteve mais ligada ao trabalho rural justamente porque a reprodução lenta inviabiliza economicamente um sistema industrial semelhante ao da pecuária convencional.

Paralelamente, Tatemoto lembra que a carcaça bovina possui rendimento e valor comercial muito superiores à do jumento, o que sustenta a viabilidade econômica da bovinocultura em escala.

Nesse contexto, o que resta é um comércio informal baseado, principalmente, na captura de animais abandonados.

"É exatamente por essa razão que nenhum grande grupo do agronegócio no Brasil se interessou em desenvolver uma cadeia formal de criação de jumentos até hoje. Em nenhum lugar do mundo a venda de peles de jumentos é economicamente viável diante da atual e crescente demanda do mercado de ejiao", salienta.

A inviabilidade de um mercado estruturado também é apontada pela professora da pós-graduação em Ciência Animal da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), Débora Façanha.

“Eu acho muito difícil alguém dizer: ‘Agora eu vou ser criador de jumento para vender para a China’. Até a pessoa juntar os animais, sistematizar o manejo… uma cadeia produtiva tem que ter regularidade na entrega. Então, ter essa regularidade, abastecer o mercado externo, eu acho que no momento é inviável. Dificilmente uma pessoa vai deixar de investir em gado, que já é um comércio certo, tanto pro exterior como para o mercado interno”

Débora Façanha

Professora da pós-graduação em Ciência Animal da Ufersa

Questionada sobre o comércio relacionado à espécie no Estado, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE) informou que não existe trabalho comercial voltado para o animal.

“Não havendo esse tipo de atividade, consequentemente não existe um monitoramento, e tampouco temos ciência de empresários interessados em investir, pois sabemos que este tipo de atividade sempre foi tratada praticamente como informal”, destaca a nota enviada ao Diário do Nordeste.

A reportagem também procurou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Em caso de resposta, o conteúdo será atualizado.

Comercialização baseada em jumentos abandonados ameaça agronegócio brasileiro, diz especialista

Atualmente, a comercialização dos jumentos no Ceará é baseada na captura de animais abandonados ou na compra barata da espécie.

Segundo Patrícia, os bichos são reunidos em fazendas de espera e depois transportados até a Bahia, onde estão localizados os três frigoríficos brasileiros responsáveis pela exportação do produto para a China, nas cidades de Amargosa, Itapetinga e Simões Filho.

Com foco na pele, a carne acaba funcionando mais como subproduto, pouco ou nada aproveitada. Conforme relatório da The Donkey Sanctuary, durante o processo, os animais são privados de água, alimentação e cuidados veterinários. A estimativa da entidade é que 20% dos animais morrem no transporte por maus tratos.

"O problema é que há pouca transparência pública sobre a origem dos animais, volume abatido, condições sanitárias, rotas de transporte, rastreabilidade e descarte das carcaças. Hoje, nem mesmo existe um código aduaneiro específico para pele de jumento no Brasil, o que dificulta acompanhar o tamanho real dessa atividade", pondera a estudiosa.

“A circulação de animais sem vigilância sanitária adequada fragiliza o controle sanitário brasileiro como um todo. Além disso, episódios recorrentes de abandono de carcaças e transporte inadequado geram preocupação ambiental e afetam a imagem internacional do agronegócio brasileiro. A atividade de comércio de peles de jumentos tem um risco reputacional enorme para o agronegócio brasileiro”

Patrícia Tatemoto

Coordenadora de campanhas para a América da The Donkey Sanctuary

De acordo com a The Donkey Sanctuary, a inexistência da rastreabilidade da atividade carrega um risco sanitário que pode comprometer a reputação do agronegócio brasileiro e a economia do País, prejudicando as relações com outras nações. Isso porque a falta de uma origem segura para os animais aumenta o risco de disseminação de doenças entre equídeos, como o mormo, zoonose que apresenta letalidade de 95% para humanos.

Ceará já perdeu 72% da população de asininos

Devido ao abate predatório e à lenta reprodução, estudos apontam que o jumento nordestino pode entrar em extinção.

Segundo relatório da The Donkey Sanctuary, de 2024, a demanda mundial por pele de jumentos cresceu 160% de 2016 a 2021. Além disso, a organização estima que pelo menos 5,9 milhões de jumentos são abatidos globalmente todos os anos para abastecer o mercado chinês.

A previsão é que, em 2027, serão abatidos 6,8 milhões de animais em todo o mundo. Nacionalmente, a baixa na população do animal já supera 94%. De acordo com a organização, entre 1999 e 2025, o número de jumentos caiu de 1,37 milhão para 78 mil no País.

o Ceará, a redução também é significativa. O Estado é o segundo no ranking brasileiro de maiores populações de asininos em 2017, atrás somente da Bahia. Os dados são do Censo Agropecuário mais recente, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo os números, entre 1995 e 2017, a quantidade de cabeças de asininos saiu de 193.176 para 53.233 no Ceará. O percentual de queda ultrapassa 72%.

Ainda em 2017, o número de estabelecimentos com efetivo de asininos no Estado (36.961) representava pouco mais de 12% do total de estabelecimentos agropecuários cearenses (298.930).

“Mantido o ritmo atual de abate, existe risco real de desaparecimento populacional do jumento brasileiro nos próximos anos, sendo que, em 2030, se o abate não parar, não haverá mais animais”

Patrícia Tatemoto

Coordenadora de campanhas para a América da The Donkey Sanctuary

Detran recolheu 549 asininos abandonados nas CEs entre janeiro e abril de 2026

Historicamente usado no transporte de água, carga e deslocamento rural, o jumento nordestino perdeu grande parte da função econômica tradicional nas últimas décadas devido à chegada de motos, tratores e veículos motorizados, aponta Patrícia.

Sem grande valor comercial, muitos desses animais passaram a ser abandonados e apareceram vagando nas estradas.

Conforme informado pelo Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), foram recolhidos 549 asininos em situação de abandono nas margens das estradas cearenses (CEs) entre janeiro e abril deste ano. Segundo o órgão, os animais são encaminhados aos currais de apoio da entidade, em suas sedes regionais, e ficam aguardando a apresentação dos tutores por sete dias

“Caso eles não se apresentem, os animais são encaminhados à fazenda do Detran, em Santa Quitéria, onde permanecem vivendo com toda a estrutura, tratamento e alimentação necessária”, complementou a pasta.

 

O Diário do Nordeste também questionou o Detran sobre o endereço das sedes regionais, o protocolo para o tutor resgatar o animal, a quantidade de animais vivendo na fazenda atualmente e o montante resgatado ao longo dos anos, mas não obteve respostas até o momento da publicação desta matéria. O espaço permanece aberto.

Como está essa discussão no Brasil e no mundo

No Ceará, começou a tramitar, em 2024, o projeto de lei PL Nº 391/2024, de autoria do deputado Renato Roseno (PSOL), que demanda a proibição do abate de jumentos no Estado. Atualmente, a medida ainda aguarda avanço na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece).

Já na Bahia, o abate do animal foi proibido em abril, após decisão da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do estado. Segundo publicado nas redes sociais pela Seção Judiciária da Bahia, a medida reconheceu a ocorrência de maus-tratos, transporte inadequado e risco à sobrevivência da espécie.

“Não podemos pensar em melhorar a regulação do abate mas, sim, aceitar a condição biológica da espécie, a fim de encerrar esse mercado sob o risco de desaparecimento da população brasileira de jumentos, riscos sanitários e reputacionais”

Patrícia Tatemoto

Coordenadora de campanhas para a América da The Donkey Sanctuary

A proibição da atividade também é discutida em nível mundial. Segundo Patrícia, a União Africana (composta por 55 países) proibiu, em nível continental, o abate de jumentos para comércio de peles.

Valor ecológico, cultural e alternativas para a espécie

“O jumento foi o maior desenvolvimentista do sertão. Ele participou de várias construções de cidades e participa ainda hoje de cadeias produtivas. O jumento é muito territorialista e pode ser usado como guarda de rebanho. Tem também a zooterapia. O jumento, por ter um porte menor que um cavalo e ser um animal dócil, pode ser usado em terapias com crianças e pessoas autistas. Ele também é útil em colheitas, por acessar áreas que outros animais não têm habilidade para chegar”

Débora Façanha

ara a professora da Ufersa, Débora Façanha, antes do valor econômico, é preciso reconhecer o valor ecológico, histórico e cultural do jumento. Ela defende que seja feito um trabalho de conservação do animal nordestino, com estratégias de levantamento populacional e reinserção na sociedade.

Outra estratégia defendida por Débora é o reconhecimento racial do jumento nordestino, com estudos específicos para a catalogação e conservação desses animais.

“Essa raça ainda não é reconhecida pelo Ministério da Agricultura. Os criadores dão muito valor a animais que têm raça, que têm pedigree. O jumento nordestino é uma das raças, mas nós temos uma outra raça ali em Minas Gerais e em São Paulo, que é o jumento Pêga. Ele tem um valor altíssimo. Eles são de uma raça reconhecida e têm um pedigree”, aponta Débora.

Segundo o livro Biodiversidade dos Equídeos Iberoamericanos, da rede científica internacional Conservação da Biodiversidade dos Animais Domésticos Locais (Conbiand), o preço de um jumento da raça Pêga registrado varia de R$ 15.000 a mais de R$ 100.000, dependendo da genética, linhagem e idade.

Paralelamente, em relação à demanda do mercado chinês, Patrícia aponta que existem estudos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) voltados ao desenvolvimento de um colágeno de jumento feito em laboratório.

A pesquisa ainda está nos primeiros estágios, mas a The Donkey Sanctuary já estima um potencial de R$ 2 bilhões ao ano para o País a partir do produto.

Professora da pós-graduação em Ciência Animal da Ufersa



'Amanhã volto para casa', disse jovem à mãe um dia antes de desaparecer em passeio de moto aquática em SP

 


Fonte: G1-Ceará

Cearense natural de Alcântaras desapareceu no domingo (24), em Ilhabela. Mulher que estava com ele foi resgatada após passar mais de 42 horas à deriva no mar.

O cearense Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, desaparecido após sair para um passeio de moto aquática no litoral de São Paulo, falou com a mãe um dia antes do desaparecimento e disse que retornaria para casa no domingo (24).

Natural de Alcântaras, na Serra da Meruoca, no interior do Ceará, Dheorge desapareceu após sair de moto aquática com Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, na Praia Ponta das Canas, na região sul de Ilhabela, no litoral norte paulista.

Segundo os bombeiros, os dois participavam de uma confraternização em uma lancha e deixaram o local por volta das 16h de domingo, sem informar o destino.

Em entrevista à TV Verdes Mares, a mãe de Dheorge, Maria de Fátima Bernardino, contou que a última conversa com o filho aconteceu no sábado (23).

“Eu perguntei: ‘Dheorge, tu vai quando pra casa?’. Ele disse: ‘Mãe, eu vou amanhã, uma hora da tarde, eu tô indo pra casa’”, relatou.

A família passou a se preocupar após perder contato com o jovem no domingo. Segundo Maria de Fátima, a notícia de que Bruna foi encontrada com vida renovou a esperança dos familiares.

“Dela ter aparecido foi uma esperança grande que traz, porque a gente fica naquela expectativa que vão encontrar ele também, né, e que ele tem chance de estar vivo também”, afirmou.

Bruna Damaris Sant’anna da Silva foi localizada na manhã de terça-feira (26), após passar mais de 42 horas à deriva em alto-mar. Segundo os bombeiros, ela usava colete salva-vidas e foi encontrada por pescadores em estado de hipotermia. A mulher foi levada para atendimento médico e passa bem.

As buscas por Dheoge seguem sendo realizadas pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), pela Marinha do Brasil e por pescadores da região.

A moto aquática usada pelo casal foi encontrada à deriva na manhã de segunda-feira (25), a cerca de 22 quilômetros do local onde eles haviam sido vistos antes do desaparecimento.

Dheorge mora há cerca de 10 anos em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Segundo familiares, ele se mudou para a cidade em busca de melhores oportunidades de trabalho. Recentemente, estava desempregado e procurava uma nova oportunidade.


Santa Casa de Sobral chega aos 101 anos com mais de 42 mil atendimentos de urgência e emergência em 2025

 


A Santa Casa de Misericórdia de Sobral celebrou, no último domingo (24), 101 anos de atuação na assistência à saúde da população da região Norte do Ceará. Reconhecida como um dos maiores hospitais filantrópicos do Estado, a instituição é referência em atendimentos de alta complexidade para Sobral e outros 54 municípios, alcançando cerca de 1,8 milhão de habitantes.

As comemorações pelo aniversário incluíram uma corrida beneficente realizada no sábado (24) e uma celebração eucarística presidida pelo bispo diocesano Dom Vasconcelos, programada para esta quinta-feira (28), na capela da unidade hospitalar.

Os dados da instituição demonstram a dimensão da assistência prestada em 2025. Somente neste ano, a Santa Casa contabilizou mais de 42,7 mil atendimentos de urgência e emergência, 14 mil cirurgias, 2,8 mil partos, 13,8 mil consultas ambulatoriais, 73 mil exames de imagem, 484 mil exames laboratoriais e cerca de 50 mil sessões de hemodiálise.

O diretor-geral da unidade, Frei Bartolomeu Schultz, destacou o papel histórico da instituição na saúde pública regional e o compromisso com a assistência humanizada e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os avanços recentes, a Santa Casa participou do nono ciclo do projeto Lean nas Emergências, iniciativa do Ministério da Saúde executada por meio do Proadi-SUS em parceria com o Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. O programa busca reduzir a superlotação nos serviços de urgência e emergência por meio da reorganização dos fluxos assistenciais e otimização de recursos.

A diretora executiva da instituição, Renata Albaladejo Morbeck, ressaltou os investimentos realizados na qualificação dos serviços, modernização tecnológica e melhoria dos processos assistenciais, com foco na ampliação da eficiência e segurança no atendimento aos pacientes.

A assistência hospitalar da Santa Casa está organizada em seis eixos de cuidado: crítico, trauma, cirúrgico, oncológico, clínico e materno-infantil. A estrutura contempla pronto atendimento, UTIs adulto, pediátrica e neonatal, maternidade de alto risco, oncologia de alta complexidade, centro cirúrgico e serviços especializados em diversas áreas.

Além da assistência médica, a instituição também mantém ações de humanização coordenadas pelas Religiosas Filhas de Sant’Ana, por meio do Grupo Elos de Esperança. Em 2025, cerca de 18 mil pessoas foram beneficiadas com iniciativas de acolhimento, apoio emocional, assistência espiritual e atividades sociais voltadas a pacientes e familiares.

A Santa Casa também exerce papel estratégico na formação de profissionais da saúde. Atualmente, cerca de 1.100 estudantes participam mensalmente de atividades práticas, estágios, internatos e programas de residência médica e multiprofissional vinculados ao Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão (DEPE).

Fundada em 1925 por Dom José Tupinambá da Frota, a instituição consolidou-se ao longo das décadas como referência regional em áreas como oncologia, neurologia, neurocirurgia, traumato-ortopedia, obstetrícia de alto risco, hemodiálise e neonatologia.

Nos últimos anos, a Santa Casa ampliou sua estrutura com novos serviços e investimentos em tecnologia hospitalar, incluindo a implantação do Hospital Dia, do Núcleo de Experiência do Paciente (NEXP) e da Central de Transporte Intra-Hospitalar, além da aquisição de novos equipamentos para assistência especializada.

Desde 2007, a instituição possui certificação como Hospital de Ensino pelos Ministérios da Saúde e da Educação. Em 2025, também renovou o título de Hospital Amigo da Criança, reforçando o compromisso com a assistência humanizada e o incentivo ao aleitamento materno.

 


Empresário sobralense Igor Paredes celebra trajetória marcada por visão e empreendedorismo

 

O empresário sobralense Igor Paredes celebra nesta data (27/05) mais um ano de vida, consolidando uma trajetória marcada pelo empreendedorismo, pela coragem de inovar e pela capacidade de transformar oportunidades em conquistas.

Reconhecido pelo perfil visionário e pela atuação dinâmica no meio empresarial, Igor construiu sua caminhada pautada no trabalho, na determinação e na confiança em novos projetos. Ao longo dos anos, também se destacou pelo incentivo a talentos e pelo apoio a iniciativas que contribuem para o desenvolvimento de pessoas e negócios.

Com carisma e espírito empreendedor, tornou-se referência entre amigos, parceiros e colaboradores, sendo lembrado pela energia positiva e pela forma dedicada com que conduz a vida pessoal e profissional.

Neste novo ciclo, familiares, amigos e admiradores desejam saúde, prosperidade e ainda mais realizações ao empresário sobralense.


terça-feira, 26 de maio de 2026

Zé Vaqueiro é confirmado como mais uma atração do Festival de Quadrilhas de Forquilha

 


O prefeito de Forquilha, Edinardo Filho, anunciou o cantor Zé Vaqueiro como a terceira atração confirmada do Festival de Quadrilhas de Forquilha (FQF) 2026. O evento será realizado nos dias 17 e 18 de julho e promete reunir grandes apresentações culturais, grupos juninos e shows musicais.

Antes de Zé Vaqueiro, já haviam sido anunciados o cantor Zezo e a cantora Mari Fernandez, reforçando a programação de um dos maiores festivais juninos da região.

Reconhecido por sucessos no forró e no piseiro, Zé Vaqueiro deve ser uma das atrações mais aguardadas do evento, que já faz parte do calendário cultural de Forquilha e atrai público de diversas cidades todos os anos.

Nas redes sociais, o prefeito Edinardo Filho destacou o início da divulgação oficial das atrações e afirmou que a edição de 2026 será marcada por grandes shows e pela valorização das tradições populares.

Anvisa aprova primeira caneta nacional de semaglutida

 

Fonte: Portal Ceará

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética produzida no Brasil após o fim da patente da Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy. A decisão foi publicada nesta terça, dia 26, no Diário Oficial da União.

Produzido pela farmacêutica EMS, o Ozivy utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, substância usada no tratamento do diabetes tipo 2 e também associada à perda de peso. Segundo a Anvisa, o produto passou pelas etapas de avaliação de eficácia, segurança e qualidade exigidas para medicamentos da classe GLP-1, sendo classificado como “medicamento novo”.

O Ozivy será disponibilizado em canetas injetáveis de aplicação semanal e fabricado em Hortolândia (SP). A EMS afirma ter investido R$ 1,2 bilhão em sua plataforma de GLP-1 e prevê capacidade de produção de até 40 milhões de canetas por ano. A empresa ainda aguarda definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para iniciar as vendas nas próximas semanas.

A Anvisa reforça que o uso segue restrito à prescrição médica, assim como ocorre com Ozempic e Wegovy. O novo medicamento da EMS exige armazenamento refrigerado entre 2 ºC e 8 ºC durante todo o tratamento. O produto não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), e eventual incorporação dependerá de análise da Conitec e decisão do Ministério da Saúde.


Câmara de Sobral aprova criação do Conselho Municipal de Políticas de Igualdade Racial

 

A Câmara Municipal de Sobral aprovou, durante sessão realizada nesta terça-feira (26), a criação do Conselho Municipal de Políticas de Igualdade Racial (COMPIR).

A proposta prevê a participação conjunta do Poder Público e da sociedade civil organizada na elaboração de diretrizes, acompanhamento de ações governamentais e fiscalização da aplicação de recursos destinados às políticas de promoção da igualdade racial no município.

Segundo a justificativa apresentada, a criação do conselho representa um avanço institucional ao fortalecer a governança pública, ampliar a participação social e garantir maior transparência administrativa nas políticas voltadas à igualdade racial.

O COMPIR terá como objetivo contribuir para a formulação, monitoramento e fortalecimento de ações de combate à discriminação racial e promoção da inclusão social em Sobral.

O blog conversou com Pai Sérgio de Oxóssi, que comemorou a aprovação da iniciativa. Segundo ele, a implantação do conselho marca um momento importante para o município e para os movimentos ligados à promoção da igualdade racial.


Projeto de vereadora Micheline Ibiapina denomina rua em homenagem a Jocele Silva Aguiar Filho no Renato Parente

 


A vereadora Micheline Ibiapina apresentou um projeto de lei que denomina oficialmente de Rua Jocele Silva Aguiar Filho uma via localizada no bairro Renato Parente, em Sobral, aprovado na sessão desta terça-feira (26).

De acordo com a proposta, a rua tem início na Avenida Prefeito José Euclides Ferreira Gomes Jr. e segue até a Rodovia SB José Rodrigues de Souza, ficando paralela à Rua Francisco de Assis Marques e à Rua Francisco Paulino Frota.

O projeto presta homenagem a Jocele Silva Aguiar Filho, conhecido popularmente como “Jotinha 33”, reconhecido por sua atuação no esporte motocross e pelos trabalhos sociais desenvolvidos no município. Segundo a justificativa apresentada pela parlamentar, ele foi um dos fundadores do projeto Maná das Ruas e também incentivou a construção de uma casa de apoio voltada para pacientes e acompanhantes de cidades vizinhas que realizam tratamento em hospitais de Sobral.

A matéria também destaca a atuação de Jocele no âmbito religioso, sendo apontado como fundador do Terço da Juventude e apoiador de ações voltadas às pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Na justificativa, a vereadora ressalta que a homenagem busca reconhecer a trajetória de um cidadão lembrado pela ética, solidariedade e compromisso com a coletividade, além de preservar sua memória junto à comunidade sobralense.

Câmara de Sobral aprova programas de saúde visual e auditiva para alunos da rede municipal

 

A Câmara Municipal de Sobral aprovou, durante sessão realizada nesta terça-feira (26), dois projetos de lei de autoria do vereador Johnson Lima que instituem os programas municipais de saúde visual e saúde auditiva nas escolas públicas da rede municipal.

O Projeto de Lei nº 049/2026 cria o Programa Municipal de Saúde Visual Escolar, com o objetivo de garantir aos estudantes acesso a exames oftalmológicos e ao fornecimento gratuito de óculos. A proposta destaca que dificuldades visuais não diagnosticadas podem afetar diretamente o rendimento escolar, contribuindo para desatenção, evasão e prejuízos no desenvolvimento educacional e social das crianças.

Já o Projeto de Lei nº 050/2026 institui o Programa Municipal de Saúde Auditiva Escolar, voltado para a identificação precoce e o acompanhamento de problemas auditivos entre alunos da rede pública municipal. Segundo a justificativa do projeto, alterações auditivas podem comprometer o desenvolvimento da linguagem, da comunicação, da aprendizagem e da socialização das crianças.

As propostas também ressaltam que as iniciativas estão alinhadas à Lei Brasileira de Inclusão, à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), além de reforçarem políticas públicas de inclusão escolar e prevenção em saúde.

De acordo com os projetos aprovados, a implementação dos programas busca ampliar o acesso à saúde preventiva, reduzir dificuldades de aprendizagem e fortalecer a equidade no ambiente educacional.