O Ministério
Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Grupo de Atuação Especial de
Combate às Organizações Criminosas da Região Norte (Gaeco Norte), e a Polícia
Civil do Ceará, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas
Organizadas da Região Norte (Draco Norte), deflagraram, na manhã desta
terça-feira (28), a Operação Dominus. A ação tem como objetivo desarticular uma
célula de uma organização criminosa com atuação nos municípios de Alcântaras e
Meruoca, na Região Norte do Estado.
Ao todo, foram
cumpridos 13 mandados de prisão e 28 mandados de busca e apreensão, além do
bloqueio judicial de um sítio localizado na zona rural de Alcântaras, que,
segundo as investigações, teria sido adquirido com recursos provenientes de
atividades criminosas. As medidas foram autorizadas pela Vara de Delitos de
Organizações Criminosas do Ceará.
De acordo com
o MPCE e a Polícia Civil, as ordens judiciais resultam de investigações
conduzidas de forma integrada pelos dois órgãos. A Draco Norte representou por
12 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão. Já o Gaeco Norte solicitou um
mandado de prisão, sete mandados de busca e apreensão e o sequestro do imóvel.
Todas as medidas foram cumpridas simultaneamente.
Conforme as
investigações, os suspeitos integrariam uma célula da facção criminosa Comando
Vermelho e receberiam ordens de integrantes do grupo que estariam no Rio de
Janeiro. Segundo os órgãos responsáveis pela operação, os investigados são
suspeitos de envolvimento em crimes como extorsão, tráfico de drogas,
homicídios, lavagem de dinheiro, ameaças e incêndios criminosos.
Ainda de
acordo com as apurações, o grupo exerceria influência sobre atividades
econômicas nos municípios, obrigando comerciantes a repassar parte dos lucros à
organização sob ameaças e impondo restrições à atuação de alguns
estabelecimentos comerciais.
As
investigações também apontam que o sítio bloqueado judicialmente teria sido
registrado em nome de um terceiro, com a finalidade de ocultar a propriedade do
bem e lavar recursos oriundos de crimes. Segundo o Gaeco Norte, a medida faz
parte da estratégia de descapitalização financeira da organização criminosa.
O Ministério
Público e a Polícia Civil destacam que a Operação Dominus é resultado da
atuação conjunta entre as instituições, com compartilhamento de informações de
inteligência e desenvolvimento de linhas investigativas complementares.
As
investigações seguem em andamento e tramitam sob segredo de justiça. O
objetivo, segundo os órgãos responsáveis, é identificar e responsabilizar todos
os envolvidos e desarticular completamente a atuação da organização criminosa
na região.
O nome da
operação, "Dominus", é uma palavra de origem latina que significa
"aquele que exerce domínio". Conforme o Ministério Público, a
denominação faz referência ao suposto controle territorial e econômico que a
organização criminosa buscava impor sobre os municípios investigados.




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