O iminente aumento
na intensidade do El Niño pode trazer consequências para a quadra
chuvosa no Ceará em 2027. Entre elas, a diminuição das chuvas no próximo ano. A
informação foi repassada pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos
Hídricos (Funceme) nesta quinta-feira (10).
O órgão estadual explicou que o fenômeno pode
aumentar a probabilidade de condições menos favoráveis às chuvas, com
possibilidade de maior irregularidade, períodos secos durante a estação chuvosa
e temperaturas mais elevadas.
🌊 Entenda:
O El Niño e a La Niña são as duas fases do mesmo fenômeno climático, chamado
ENOS (El Niño-Oscilação Sul). O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior
ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico equatorial.
Conforme a Funceme, há 93% de chance do El Niño ser
muito forte no fim do ano, quando o impacto para a quadra chuvosa no estado é
maior.
No entanto, a Funceme salientou que esses efeitos, porém,
também dependem de outros fatores climáticos, especialmente das condições do
Atlântico Tropical.
O órgão disse que segue monitorando continuamente as
condições do Oceano Pacífico e da atmosfera, além dos demais fatores que
influenciam o clima do Nordeste.
“O acompanhamento será fundamental para atualizar,
nos próximos meses, as perspectivas para a quadra chuvosa de 2027 e avaliar com
maior precisão os possíveis impactos do El Niño sobre o Ceará”, disse a
Funceme, em nota.
O
El Niño está se intensificando e pode ser o mais forte desde 1950. Isso é o
que aponta a nova atualização do boletim mensal da Administração Oceânica e
Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), divulgada nesta
quinta-feira (10).
Segundo a agência, no trimestre de outubro a
dezembro, há 75% de chance de o fenômeno ser o mais intenso desde 1950. A
previsão é que, nesse período, seja registrado um aquecimento superior a
2,5°C no Oceano Pacífico.
No boletim anterior, publicado em 13 de agosto, a
agência já estimava que a chance de o fenômeno atingir uma intensidade muito
forte nos próximos meses era de 95%. A estimativa de um evento histórico desde
1950 era de 69%.
A nova projeção chega em um momento em que o
aquecimento das águas do Pacífico Equatorial continua aumentando.
Os dados apontam que as anomalias na faixa
equatorial leste do oceano já superam os 3°C de aquecimentos. Na região Niño
3.4, uma das principais áreas usadas para acompanhar a evolução do fenômeno, o
índice está em +1,8°C.
O fenômeno ocorre com frequência a cada dois a
sete anos, tem duração média de 12 meses e gera impacto direto no aumento da
temperatura global. A La Niña é o oposto: um resfriamento dessas mesmas
águas, com efeitos igualmente significativos, mas em direção contrária.




.jpg)






.jpeg)
.jpeg)


.jpeg)









