sexta-feira, 19 de março de 2021

Estudante de Pacajus é aprovada em uma das universidades mais disputadas do mundo

 


A estudante ficou entre os 1340 aprovados do mundo todo. Durante o processo seletivo, além das notas, também foram avaliadas atividades que os alunos fazem fora da sala de aula.

Jamile Falcão, de 18 anos, é natural do município de Pacajus, no Interior do Ceará. Em 2021, a jovem recebeu a feliz notícia de sua aprovação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, uma das instituições de ensino superior mais disputadas do mundo. Jamile concorreu com mais de 33 mil pessoas do mundo inteiro e ficou entre os 1.340 aprovados.

A jornada pelo sonho de estudar do exterior começou quando ela tinha apenas 12 anos e se mudou para Fortaleza, junto das irmãs mais velhas. O motivo foi a preparação para participar da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Na época, a estudante contou com o apoio de uma bolsa no Colégio Farias Brito. Foi essa competição que mudou os sonhos e desejos da estudante.

“Antes de participar da OBM, eu pensava que meu futuro estava restrito à minha cidade ou ao meu Estado. No entanto, após ganhar medalha de bronze na competição no sétimo ano e conhecer jovens de outros lugares do Brasil na cerimônia de premiação, percebi que poderia sonhar mais alto e decidi me dedicar mais para a Olimpíada”, afirma Jamile.

A partir daí foram sucessivas vitórias. No ano seguinte, ela ganhou ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática e também foi selecionada para representar o Brasil na Olimpíada Europeia de Matemática para Garotas, na Suíça.

“Essa experiência expandiu completamente minha visão de mundo, pois antes disso eu sequer havia imaginado a possibilidade de representar o meu País em uma competição internacional ou de estudar no exterior. É por conta de tais insights que costumo dizer que olimpíadas são muito mais do que medalhas, mas também facilitadores de experiências que podem transformar completamente a forma que um jovem encara seu futuro”, explica a estudante. Foi a partir dessa viagem, no nono ano, e com o contato com outros estudantes com aspirações similares às de Jamile, que ela começou a perceber que poderia estudar fora do Brasil.

Via O POVO

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