A estudante ficou entre os 1340 aprovados do mundo
todo. Durante o processo seletivo, além das notas, também foram avaliadas
atividades que os alunos fazem fora da sala de aula.
Jamile Falcão, de 18 anos, é natural do município de
Pacajus, no Interior do Ceará. Em 2021, a jovem recebeu a feliz notícia de sua
aprovação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, uma das instituições de
ensino superior mais disputadas do mundo. Jamile concorreu com mais de 33 mil
pessoas do mundo inteiro e ficou entre os 1.340 aprovados.
A jornada pelo sonho de estudar do exterior começou
quando ela tinha apenas 12 anos e se mudou para Fortaleza, junto das irmãs mais
velhas. O motivo foi a preparação para participar da Olimpíada Brasileira de
Matemática (OBM). Na época, a estudante contou com o apoio de uma bolsa no
Colégio Farias Brito. Foi essa competição que mudou os sonhos e desejos da
estudante.
“Antes de participar da OBM, eu pensava que meu
futuro estava restrito à minha cidade ou ao meu Estado. No entanto, após ganhar
medalha de bronze na competição no sétimo ano e conhecer jovens de outros
lugares do Brasil na cerimônia de premiação, percebi que poderia sonhar mais
alto e decidi me dedicar mais para a Olimpíada”, afirma Jamile.
A partir daí foram sucessivas vitórias. No ano
seguinte, ela ganhou ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática e também foi
selecionada para representar o Brasil na Olimpíada Europeia de Matemática para
Garotas, na Suíça.
“Essa experiência expandiu completamente minha visão
de mundo, pois antes disso eu sequer havia imaginado a possibilidade de
representar o meu País em uma competição internacional ou de estudar no
exterior. É por conta de tais insights que costumo dizer que olimpíadas são
muito mais do que medalhas, mas também facilitadores de experiências que podem
transformar completamente a forma que um jovem encara seu futuro”, explica a
estudante. Foi a partir dessa viagem, no nono ano, e com o contato com outros
estudantes com aspirações similares às de Jamile, que ela começou a perceber
que poderia estudar fora do Brasil.
Via O POVO





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