Segundo Federação das Indústrias do Ceará (Fiec),
setor será enquadrado como atividade essencial
O anúncio de lockdown por duas semanas em
Fortaleza não deverá impedir que as indústrias do Estado continuem
funcionando no período, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Ceará
(Fiec). A entidade participa do Comitê Estadual de Enfrentamento à Pandemia do
Coronavírus, que embasa as decisões sobre o isolamento social no Estado.
A adequação da indústria como serviço essencial e,
portanto, autorizado a funcionar, no entanto, só deve ser confirmada com
a publicação do decreto estadual nesta quinta-feira (4).
O vice-presidente da Fiec, André Montenegro,
argumenta que pesquisas comprovam a baixa contaminação dos
trabalhadores do setor com o cumprimento das medidas sanitárias
necessárias, como o uso da máscara, higienização constante das mãos e distanciamento.
"Eu acho uma decisão muito radical (o
lockdown). Tendo esses cuidados, não há problemas dentro do ambiente de
trabalho. A disseminação acontece fora dele, quando as pessoas não têm o menor
cuidado", afirma Montenegro.
Demissões
Caso tenham que paralisar as atividades, o
vice-presidente da Fiec aponta que uma nova onda de demissões, ainda
pior que a primeira, poderá acontecer. Isso porque as empresas já não possuem
mais reservas financeiras para manter o quadro de funcionários intocado no
período.
"Se você pensar em uma grande empresa que tem
que frear de repente, é um impacto muito grande. Não temos certeza se serão
apenas esses 14 dias. Se tivéssemos, daríamos um jeito de segurar as demissões.
Mas como não temos, isso gera uma instabilidade muito grande e temos de cortar
na própria carne", ressalta.
Diário do Nordeste





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