Comparado com ano passado, 10 novas pessoas viram
sua fortuna crescer e integram a lista, mas o mesmo não aconteceu com cearenses
que passaram de 16 para apenas três
Em um ano atípico, em meio a uma pandemia, 660
pessoas viram sua fortuna marcar os sete dígitos e entraram na lista da Forbes
2021 de bilionários. Ao todo, o planeta possui 2.755 bilionários, com
uma fortuna que chega a US$ 13,1 trilhões, valor bem acima dos US$ 8
trilhões da lista de 2020. Desse total, 65 são brasileiros e três cearenses.
Além do aumento das fortunas, o número de
recém-chegados também aumentou. Esse ano marcou um recorde: foram cerca de um
novo bilionário a cada 17 horas, incluindo 210 da China e de Hong Kong e 98 dos
Estados Unidos. É americano o homem mais rico do mundo. Jeff Bezos é a pessoa
mais rica do planeta pelo quarto ano consecutivo, com uma fortuna estimada em
US$ 177 bilhões, US$ 64 bilhões a mais do que no ano passado, uma consequência
do aumento das ações da Amazon.
Elon Musk, por outro lado, foi quem mais viu seu
dinheiro aumentar. Ele disparou para o segundo lugar com uma fortuna de US$ 151
bilhões, US$ 126,4 bilhões a mais do que um ano atrás, quando ficou em 31º
lugar, tendo US$ 24,6 bilhões. De acordo com a revista de economia, o principal
motivo para essa performance foi o aumento de 705% nas ações da Tesla. Em
terceiro lugar, está o magnata francês do luxo, Bernard Arnault, que manteve o
terceiro lugar, mesmo com seu dinheiro triplicando. Ele foi de US$ 76 bilhões
para US$ 150 bilhões, apoiado pelo aumento de 86% nas ações da LVMH, um conglomerado
que inclui marcas como Louis Vuitton, Christian Dior e a loja de cosméticos
Sephora.
Brasil
No geral, a fortuna dos brasileiros da lista
aumentou consideravelmente, já que eles detêm hoje um patrimônio conjunto de
US$ 219,1 bilhões, contra US$ 127,1 bilhões do ano passado. Com o falecimento
de Joseph Safra, que levou a divisão do bens do brasileiro mais rico de 2020, o
topo da lista agora é de Jorge Paulo Lemann e família, com US$ 16,9 bilhões,
marcando o 114º lugar na lista global. A posição marcou um ganho de 15 lugares
em relação à última versão do ranking.
Na sequência, entre os brasileiros,
está Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook, com US$ 14,6 bilhões. Segue
na lista um dos sócios da Lemann na AB Inbev, Marcel Herrmann Telles, com uma
fortuna estimada em US$ 11,5 bilhões e o 191º lugar no ranking. O quarto no top
é Jorge Moll Filho e família, donos de um patrimônio líquido de US$ 11,3
bilhões e a 194ª posição na lista global.
Além de Joseph Safra, a lista deste ano perde também
Aloysio de Andrade Faria, o banqueiro fundador do Grupo Alfa, falecido em 15 de
setembro do ano passado, aos 99 anos.
A lista ganhou onze bilionários estreando. Um deles
é David Vélez, cofundador do Nubank, com US$ 5,2 bilhões, 539º da lista geral.
Segundo a Forbes, o banco digital captou, no fim de janeiro, US$ 400 milhões, o
que o colocou entre as cinco maiores instituições financeiras da América
Latina, com uma avaliação de US$ 25 bilhões.
Além dele, está Guilherme Benchimol, fundador da XP,
com patrimônio estimado em US$ 2,6 bilhões. O executivo criou a empresa que
tem, sob sua gestão, R$ 1,4 trilhão em ativos – há duas décadas. André Street e
Eduardo de Pontes, cofundadores da processadora de pagamentos Stone, com US$
2,5 bilhões e US$ 2,4 bilhões, respectivamente, também estreiam no ranking.
A lista deste ano traz de volta pelo menos 10 brasileiros, entre eles, Rubens Menin Teixeira, da MRV, com US$ 2,2 bilhões; Jorge Pinheiro Koren de Lima, fundador da Hapvida, e seu filho, Cândido, com US$ 1,8 bilhão cada; e os integrantes da família Feffer, da Suzano.
Ceará
Assim como no ano passado, o homem mais rico do
Ceará continua sendo médico cearense Cândido Pinheiro Koren de Lima, 74 anos,
fundador da rede Hapvida. Ele é o 15º brasileiro mais rico e o 807º mais rico
do globo. Ele possui fortuna de US$ 3,7 bilhões. Em 2020 a fortuna dele era US$
1,6 bilhão. Junto com Cândido, estão seus dois filhos, Cândido Pinheiro Koren
de Lima Jr (US$ 1.8 bi), atual presidente do grupo; e Jorge Pinheiro Koren de
Lima (US$ 1,8 bi), filho mais velho do fundador e atual vice-presidente. Ambos
os irmãos estão empatados na posição 1750º do ranking mundial.
O grupo Hapvida teve um crescimento de 62,7% da
receita líquida, chegando a R$ 2,1 bilhões durante a pandemia de coronavírus.
Hapvida fez ainda uma série de empreendimentos recentes como a compra do grupo
São Francisco, maior operadora de saúde do Brasil.
A lista de 2020 trazia 16 nomes de cearenses com uma
fortuna na casa dos sete dígitos. Entretanto, esse ano, o número reduziu.
Seguia na classificação como quarto lugar os representantes do grupo Ari de Sá,
detentores das empresas Arco Educação. Oto de Sá Cavalcante e família
acumulavam um montante de R$ 7,53 bilhões e apareciam como 58º mais rico do
Brasil. A família é seguida pelo empresário Mário Araripe, dono da empresa
energética Casa dos Ventos.
A Forbes usou os preços das ações e as taxas de
câmbio de 5 de março para calcular o patrimônio líquido. No ano passado, a data
de corte foi 18 de março.
Via O POVO





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