Adail Carneiro foi flagrado com quase R$ 2 milhões
escondidos em caixas de aparelhos de televisão, fruto de fraudes em licitação
da Prefeitura de Fortaleza em gestões passadas
O ex-deputado federal Adail Carneiro foi condenado a
9 anos e 9 meses por crime de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens,
direitos e valores. A
sentença, aplicada pelo juiz Danilo Fontenele, da 11ª Vara Federal de
Fortaleza, deverá ser cumprida em regime fechado. O ex-parlamentar,
que tem como "antecedente o crime de fraude à licitação", foi flagrado
em novembro do ano passado pela Polícia Federal com R$ 1.988.635,00 escondidos
em caixas de aparelho de televisão e sacos plásticos em uma de suas empresas de
locação de veículos na capital cearense.
De acordo com a sentença, o Adail Carneiro "tinha
plena consciência da antijuridicidade de seus atos, tendo ocultado, de maneira
consciente e voluntária, vultosa quantia em dinheiro, em espécie, apreendido em
seu poder (no total o valor de R$ 1.988.635,00)".
Segundo o juiz Danilo Fontenele, as provas levantadas
pela Polícia Federal atestam que o ex-deputado federal "sabia ser
proveniente (o dinheiro), direta e indiretamente, de crime praticado contra
administração pública" que foi a "fraude à licitação".
A sentença aponta que Adail Carneiro, um homem que
exercia cargo público, agiu de maneira "egoísta" sem "qualquer
motivação outra que o levasse a perpetrar tais ações delitivas, tendo como
único móvel o enriquecimento ilícito em detrimento do patrimônio público".
O ex-parlamentar "ocultou o dinheiro em espécie
(objeto material da 'lavagem') em diferentes cômodos do imóvel, acondicionados
em sua grande maioria (R$ 1,799.900,00) uma caixa de papelão de tv, e o
restante em um saco plástico, de modo a dificultar a ação das autoridades e,
assim, inviabilizar a localização do dinheiro 'sujo', sendo certo que a
'lavagem' de tão ingente quantia em dinheiro desencadeia outras graves condutas
ilícitas, como a sonegação fiscal, a evasão de divisas, dentre outras",
escreve Danilo Fontenele na sentença.
Via O POVO





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