Meninas foram deixadas na casa do pai na última
sexta-feira (30) e, desde então, a mãe não conseguiu mais contato com o homem e
as garotas.
A Polícia Civil investiga o desaparecimento de duas
irmãs de 3 e 4 anos no município de Jijoca de Jericoacoara, no litoral
cearense. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o
caso foi comunicado a Delegacia Municipal de Jijoca nesta segunda-feira (3). A
mãe disse à polícia que o pai das meninas sumiu com as duas.
Conforme a SSPDS, a polícia realiza buscas e
"mais informações serão divulgadas em momento oportuno".
Segundo o padastro das crianças, Jefferson Leitão
Gadelha, as meninas foram deixadas por ele na casa do pai na última sexta-feira
(30). No domingo (2), quando ele foi buscar as enteadas por volta das 19h, como
ficou combinado com o pai, a residência estava fechada e não havia ninguém no
local.
A enfermeira Ana Caroline Santos Gadelha Leitão, mãe
das meninas, afirma que ainda ligou para o suspeito, mas o celular dele estava
desligado. "O celular dele estava desligado, o WhatsApp dele com a última
visualização na sexta-feira. Nenhum familiar dele tem notícia, a família dele é
da Bahia, ninguém viu", disse.
No mesmo dia, segundo Jefferson, ele e a mãe das
garotas foram a Delegacia Regional de Camocim, plantonista da região, onde
registraram um Boletim de Ocorrência.
Somente na segunda-feira a noite, conforme o
padastro, a juíza autorizou que a polícia entrasse na residência do pai das
crianças. Nenhum pertence do homem ou das crianças foi encontrado no local,
além disso, Jefferson relata que o HD que armazena as imagens das câmeras de
segurança foi levado pelo homem, que também queimou alguns documentos.
Ana Caroline e o pai das meninas tiveram um
relacionamento de cinco anos. Durante o período, segundo a mulher, o suspeito
foi agressivo e chegou a ameaçá-la de morte.
Por conta dessas ações, após a separação a
enfermeira solicitou uma medida protetiva para ela e as filhas, porém o pai das
garotas conseguiu uma liminar na Justiça, autorizando o contato com as
crianças. "Após quatro meses que ele conseguiu as visitas ele fez isso com
as minhas filhas", relata.
A mãe faz um apelo para que as meninas sejam
encontradas. “Alguém que veja as minhas filhas em qualquer lugar desse Brasil
entre em contato com a gente, entre em contato com a polícia. As minhas filhas
só têm três e quando aninhos, elas precisam de mim e eu preciso delas".
Via G1 CEARÁ





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