quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Reforma administrativa do Governo Elmano é aprovada na Assembleia Legislativa com 32 votos

 

Foto: Fabiane de Paula

Governador conseguiu ampla maioria para aprovar proposta; parlamentares também aprovaram as emendas.

A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) aprovou, nesta quarta-feira (15), com 32 votos favoráveis, o projeto de reforma administrativa para destravar a mudança nas secretarias do governo Elmano de Freitas (PT). Agora, o gestor fica com o caminho livre para oficializar a criação de dez pastas.

São elas: dos Direitos Humanos, das Mulheres, dos Povos Indígenas, da Diversidade, da Igualdade Racial, da Juventude, da Pesca e Aquicultura, do Trabalho, das Relações Internacionais e da Articulação Política.

A matéria promove, também, uma nova organização de cargos internos, além de uma gerência diferente nos recursos das novas secretarias. Dessa forma, a Casa Civil é quem fica responsável pelo envio de verba para a execução das ações dos novos secretários.

Em seguida, os deputados também apreciaram as oito emendas em bloco. Houve um impasse entre a base e a oposição (que queria em destaque) neste ponto, também, mas o plenário decidiu pelo primeiro modelo. Todos os aditivos foram aprovados.

O texto foi aprovado pela Mesa Diretora na terça (14). Devido às indefinições sobre a composição das comissões, é o grupo que comanda a Casa que delibera sobre o mérito e a constitucionalidade das propostas.

VEJA COMO VOTARAM OS DEPUTADOS SOBRE A REFORMA ADMINISTRATIVA

Agenor Neto (MDB): sim

Alcides Fernandes (PL): não

Almir Bié (PP): sim

Alysson Aguiar (PCdoB): sim

Antônio Henrique (PDT): não

Apostolo Luiz Henrique (Republicanos): não votou

Bruno Pedrosa (PDT): não votou

Carmelo Neto (PL): não

Cláudio Pinho (PDT): não

Danniel Oliveira (MDB): sim

Davi de Raimundão (MDB): não votou

David Durand (Republicanos): sim

De Assis Diniz (PT): sim

Dra. Silvana (PL): não

Emília Pessoa (PSDB): sim

Evandro Leitão (PDT): só vota em caso de empate

Felipe Mota (União): não

Fernando Hugo (PSD): sim

Fernando Santana (PT): não votou

Firmo Camurça (União): sim

Gabriella Aguiar (PSD): sim

Guilherme Landim (PDT): sim

Jeová Mota (PDT): sim

Jô Farias (PT): sim

João Jaime (PP): sim

Juliana Lucena (PT): sim

Julio César Filho (PT): sim

Larissa Gaspar (PT): sim

Leonardo Pinheiro (PP): sim

Lia Gomes (PDT): sim

Luana Ribeiro (Cidadania): sim

Lucílvio Girão (PSD): sim

Lucinildo Frota (PMN): não

Marcos Sobreira (PDT): sim

Marta Gonçalves (PT): sim

Missias Dias (PT): sim

Nizo Costa (PT): sim

Oriel Filho (PDT): sim

Oscar Rodrigues (União): não

Osmar Baquit (PDT): sim

Queiroz Filho (PDT): não

Renato Roseno (Psol): sim

Romeu Aldigueri (PDT): sim

Sargento Reginauro (União): não

Sérgio Aguiar (PDT): sim

Stuart Castro (Avante): sim

OPOSIÇÃO

O tema causou resistência entre a oposição, que questiona o impacto orçamentário da medida. O deputado Sargento Reginauro (União) pediu um relatório de Elmano sobre essa pendência e a suspensão do trâmite da proposta para um maior tempo de discussão. Os colegas, contudo, rejeitaram o seu requerimento nesta quarta.

De acordo com o secretário de Articulação Política, Waldemir Catanho, as mudanças administrativas devem representar um gasto de 0,3% do Orçamento. Esse percentual, segundo Larissa Gaspar (PT), equivale a um valor um pouco menor que R$ 12 milhões.

A oposição pediu, também, a suspensão do trâmite da proposta que prevê um aumento na alíquota do ICMS, para que o tema fosse discutido de forma mais profunda. O requerimento, também de Reginauro, foi rejeitado.

Diário do Nordeste

 


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