O Ministério Público Eleitoral do Ceará (MPE) se mostrou
favorável à cassação do mandato e da inelegibilidade do senador Camilo Santana.
O petista atualmente é ministro da Educação no Governo Lula.
A motivação foi uma ação ajuizada pela campanha do
adversário do petista, Roberto Cláudio (PDT), derrotado no pleito para
governador no ano passado, que o acusa de poder político e econômico.
O parecer do MPE ainda respinga sobre aliados de
Camilo, entre eles Elmano de Freitas (governador), Jade Romero
(vice-governadora), Augusta Brito (suplente de Camilo), Janaína Carla Farias
(2ª suplente) e a ex-governadora Izolda Cela, atual secretária executiva de
Camilo no MEC. São pedidas a cassação e a inelegibilidade dos respectivos
citados.
O coração da investigação judicial
eleitoral versa:
“Conforme a tese da petição inicial, uma
série de convênios, com destaque para os firmados entre a Superintendência de
Obras Públicas (SOP) e os municípios do interior do Ceará, foram assinados a
partir do mês de junho de 2022 e alguns tiveram apressado repasse da parcela
inicial, como forma de cooptação e obtenção de apoio político de lideranças
filiadas a grupos adversários, a exemplo dos prefeitos do PDT. Também foram
realizados aditivos a convênios já existentes, com aumento da participação
financeira do Governo do Estado e repasse de verbas no período pré-eleitoral.”
De acordo como parecer do MPE, “Há prova
robusta de condutas realizadas no âmbito do Governo do Estado do Ceará, em
manifesto desvio de finalidade, com gravidade suficiente para comprometer a
igualdade da disputa e a legitimidade do pleito”.
No parecer do Ministério Público, assinado pelo
órgão na segunda, 6, o procurador regional eleitoral Edmac Lima Trigueiro, se
manifesta pela procedência da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).
Também se diz favorável à aplicação da penalidade contra Camilo e aliados.
Via FOCUS





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