O fogo já chega no terceiro dia, com os primeiros
focos tendo iniciado na noite de quarta (17)
O incêndio que assola o Parque do Cocó, em
Fortaleza, já ultrapassa as 35 horas, desde os primeiros focos na noite da
última quarta-feira (19). O Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) segue
atuando no local, para conter o fogo, de modo conjunto com outros órgãos
públicos.
No terceiro dia de combate aos focos de incêndio, os
profissionais agora tentam amenizar a temperatura, com a chegada do período da
tarde, de modo a evitar que o incêndio volte a aumentar. O aumento da
temperatura, junto aos fortes ventos, contribui para a dificuldade na contenção
do fogo.
O comandante geral do Corpo de Bombeiros, Coronel
Cláudio Barreto, conta que nas últimas horas as equipes têm empenhado ações
diferenciadas no combate ao incêndio, como o uso de uma retroescavadeira para
ter acesso mais rápido a pontos específicos do Parque. A partir disso, são
usadas viaturas menores, com tração 4×4, para chegar a esses locais.
“Temos três equipes diferentes do Corpo de Bombeiros
atuando, uma na av. Sebastião de Abreu e outras duas no Parque, sendo que essas
duas do Parque têm um trabalho mais lento, demorado, braçal, tem que chegar bem
próximo ao foco”, explica ele. As equipes também têm feito uso de embarcações,
pelo rio.
O Corpo de Bombeiros tem atuado junto com a
Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), que tem fornecido água e bombonas
para a operação, além da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Mudança do
Clima do Ceará (Sema) e da Semana de Proteção Animal (Sepa).
Gustavo Vicentino, secretário executivo do Meio
Ambiente, conta que ainda não é possível definir o nível da destruição do
incêndio ou a causa do ocorrido, e que as análises serão feitas depois que o
fogo tenha sido contido. Ele adianta ainda que, em seguida, será realizado um
plano de recuperação de área degradada e um estudo de reflorestamento.
Já Erich Douglas, secretário interino da Proteção
Animal do Estado do Ceará, explica que profissionais da pasta estadual estão
atuando com equipes veterinárias e Organizações Não Governamentais (ONGs), para
tentar salvar a vida de animais vitimados no incêndio.
De acordo com o capitão Dutra, que atua na
assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros, os agentes atuam a pé e usam
bombas costais para extinguir as chamas. “A falta de acesso para as viaturas e
até para a guarnição dificulta o combate. O mato seco e o vento forte também
não ajudam”, detalhou.
Ainda segundo o militar, não há informações sobre as
causas do incêndio. “Não houve relatos de acidentes que pudessem ter iniciado
este incêndio, como, por exemplo, um carro ter pego fogo e este fogo ter se
alastrado para a vegetação e/ou uma fiação elétrica ter caído e atingido a
vegetação. Como também, nenhum relato de queda de raio”, afirmou.
Via GC MAIS





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