O Senado aprovou o projeto de lei nº 4.937/24, de
autoria dos membros da Comissão de Educação e Culturada Casa, que transforma em
lei federal permanente o “Compromisso Nacional Criança Alfabetizada”. Essa já é
uma política pública que vem sendo desenvolvida no âmbito do Ministério da
Educação (MEC), mas foi criada a partir de um decreto presidencial de 2023.
O relator da matéria na Comissão e no Senado, Cid
Gomes (PSB) comemorou a aprovação.
“Para garantir a permanência do foco na
alfabetização na idade certa como alvo prioritário das políticas educacionais e
atingir os resultados almejados, com todas as crianças brasileiras
alfabetizadas ao final do segundo ano do ensino fundamental, é imprescindível
elevar o Compromisso do nível infralegal, em que hoje se encontra
regulamentado, e inscrevê-lo em uma legislação federal de amplo alcance, que
traga solidez e materialidade contínua às ações previstas”, explicou o senador.
Idade Certa
Pela proposta, que consolida em uma só lei as regras
que regem atualmente o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, será
assegurada a alfabetização na idade certa a 100% das crianças brasileiras, além
de haver recomposição das aprendizagens afetadas pela pandemia de Covid-19, que
impactou sobremaneira a etapa da alfabetização.
Cid Gomes lembrou as experiências bem-sucedidas que
fizeram do Ceará a melhor educação do Brasil e defendeu a importância da
alfabetização na idade certa. “Sem o domínio efetivo da leitura e da escrita,
as crianças vão encontrando dificuldades progressivas à medida que avançam nas
séries escolares, com reflexos em todas as áreas do conhecimento. Isso acarreta
outros problemas, como repetência e evasão escolar. E atinge em especial alunos
dos estratos mais pobres da população, pretos e pardos, indígenas e quilombolas
e estudantes com deficiência”, afirmou.
Os senadores Teresa Leitão, Flávio Arns, Zenaide
Maia também defenderam a importância da aprovação da matéria. O projeto será
encaminhado para apreciação da Câmara dos Deputados e, caso seja aprovado sem
alterações, segue para sanção do Presidente
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