O corte no fornecimento de água em praças e jardins
públicos de Sobral tem gerado polêmica entre moradores e autoridades. Em
entrevista ao portal O Sobralense, o superintendente da Agência Municipal do
Meio Ambiente (AMA), Euler Fonseca, revelou que a decisão partiu da própria
gestão municipal após identificar uso indevido e até furto de água em diversos
pontos da cidade.
Segundo o superintendente, o corte foi necessário
devido aos valores considerados absurdos nas contas de água emitidas pelo
Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). “Estávamos recebendo cobranças
altíssimas, que chegava um valor de R$ 15 mil reais, incompatíveis com o uso
previsto. Após investigações, constatamos que havia desvio de água por parte de
moradores, o que nos obrigou a solicitar o corte das ligações, hoje pagamos
cerca de R$ 7 mil”, afirmou Euler.
Além da água, a energia elétrica também está sendo
alvo de furtos, conforme revelou o gestor. “Há indícios de furtos também na
energia, estamos investigando”, destacou.
A medida, no entanto, tem sido alvo de críticas,
principalmente pelo impacto direto na conservação dos espaços públicos, que
agora enfrentam dificuldades na manutenção de jardins e áreas verdes. Outro
ponto polêmico foi o fato de o superintendente não ter citado o nome de nenhuma
praça durante a entrevista, mesmo após ser questionado pelo repórter.
Quanto à possibilidade de religação do fornecimento
de água, Euler informou que algumas praças devem voltar a ser abastecidas já no
próximo mês, dependendo da demanda e do processo de reestruturação das
ligações, com o objetivo de evitar novos desvios.





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