quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Chamamento para ambulantes no Bloco dos Sujos gera questionamentos sobre taxas e exigência de MEI

 


Ambulantes de Sobral procuraram a equipe do Sobral.com para relatar questionamentos sobre o processo de credenciamento para atuação no tradicional Bloco dos Sujos e no evento Sobral de Fé, especialmente em relação aos valores das taxas cobradas neste ano. Segundo os trabalhadores, os valores informados seriam: isopor isento; carrinho, R$ 62,00; barraca, R$ 125,98; e food truck, R$ 251,95.

De acordo com o edital, os candidatos selecionados para atuar como ambulantes durante as festividades deverão pagar taxa conforme estabelece o Decreto nº 3.168, de 2 de maio de 2023, que regulamenta a Lei nº 1.723, de 23 de março de 2018. A legislação institui o Preço Público para a utilização de equipamentos e espaços públicos do Município de Sobral.

Além dos valores, ambulantes afirmam que, em edições anteriores, não havia cobrança de taxa, ressaltando que os custos para participar dos eventos já são elevados, incluindo despesas com mercadorias, transporte e estrutura. Para muitos trabalhadores, o Bloco dos Sujos representa uma importante fonte de renda, sobretudo para aqueles que dependem da atividade informal durante grandes eventos.

Uma ambulante, que preferiu não se identificar, relatou: “Infelizmente, só temos a imprensa para interceder por nós. Essas taxas são inviáveis. Um evento desse porte, com esse público, é fundamental para a nossa renda. A secretaria sequer comunicou previamente sobre a cobrança; isso deveria ter sido informado há meses.”

Outro ponto levantado pelos trabalhadores diz respeito à exigência de cadastro como Microempreendedor Individual (MEI). Alguns ambulantes afirmam que a solicitação ocorreu em um prazo considerado curto, o que teria dificultado o processo de regularização.

Na terça-feira (20/01), foi realizada uma reunião entre a Secretaria do Urbanismo, Habitação e Meio Ambiente (Seuma) e os ambulantes. Segundo relato repassado à equipe do Sobral.com por uma das participantes, a secretaria explicou que a cobrança da taxa estaria relacionada à disponibilização de barracas padronizadas e caixas térmicas para a comercialização dos produtos. Na ocasião, também foi confirmado que o cadastro como MEI é uma exigência obrigatória. Apesar da reunião, os ambulantes reforçaram que as medidas deveriam ter sido discutidas e alinhadas com antecedência, e não de forma imediata.

A equipe do Sobral.com entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria do Urbanismo, Habitação e Meio Ambiente (Seuma) na manhã desta terça-feira (20/01) para esclarecer os questionamentos apresentados. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação da secretaria, a fim de garantir a divulgação completa e equilibrada dos fatos.

Matéria sobral.com

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