Matéria sobral.com
Celebrada nesta quarta-feira (25/03), a Data Magna
do Ceará marca um dos capítulos mais importantes da história do Estado: a
abolição da escravidão em território cearense, oficializada em 25 de março de
1884 — quatro anos antes da Lei Áurea, que extinguiu legalmente a escravidão no
Brasil.
Entre os nomes que contribuíram para essa conquista
histórica, destaca-se a sobralense Maria Tomásia Figueira Lima (1826–1902).
Filha de uma família tradicional de Sobral, ela se mudou para Fortaleza após o
casamento com o abolicionista Francisco de Paula de Oliveira Lima e passou a
atuar ativamente no movimento abolicionista.
Maria Tomásia foi cofundadora e a primeira
presidente da Sociedade das Cearenses Libertadoras, criada em 1882 e formada
por mulheres de famílias influentes. Logo na primeira reunião, o grupo assinou
cartas de alforria e articulou a libertação de dezenas de pessoas escravizadas,
além de mobilizar apoio de lideranças e recursos para fortalecer a causa.
As ações da entidade incluíam campanhas públicas, eventos
e mobilização em diversas regiões do Ceará, contribuindo diretamente para o
avanço do movimento abolicionista no Estado.
Maria Tomásia também esteve presente na Assembleia
Legislativa no dia 25 de março de 1884, quando foi oficializada a libertação dos
escravos no Ceará — um marco que reforça, até hoje, o protagonismo cearense na
luta pela liberdade no Brasil.





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