Reportagem apurada pelo g1 Ceará e republicada com os devidos créditos.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve uma
decisão da Justiça do Trabalho do Ceará que havia condenado um empresário do
ramo farmacêutico a pagar verbas trabalhistas e mais R$ 10 mil de indenização
por danos morais a um ex-funcionário que era hostilizado por questões
políticas, totalizando cerca de R$ 201 mil. O trabalhador relatou que, ao
cobrar salários atrasados, ouvia do patrão que ele deveria "fazer o L e
pedir ao Lula". A decisão foi divulgada no fim do mês de março.
O funcionário relatou no processo que o empregador
associava as dificuldades financeiras do funcionário ao fato de ele ter votado
em Lula para presidente. O empregador também chegou a dizer que um assalto
sofrido pelo filho do empregado era "merecido" por causa do voto no
petista.
O processo teve início na Vara do Trabalho do Eusébio, na
Região Metropolitana de Fortaleza.
Embora o colaborador não tenha apresentado provas documentais do assédio moral,
o próprio empresário admitiu em depoimento o comportamento discriminatório.
Na sentença de maio de 2025, a juíza Laura Anísia
Moreira de Sousa Pinto reconheceu a gravidade das acusações e deu à causa o
valor de R$ 201 mil, o que incluía o pagamento de aviso prévio indenizado,
saldos de salário e 13º salário; horas extras, férias e os depósitos de FGTS de
todo o período contratual com multa de 40%. O valor também inclui R$ 10 mil de
indenização.





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