terça-feira, 7 de abril de 2026

Justiça condena empresário que mandou funcionário com salário atrasado 'fazer o L e pedir ao Lula'

 


Reportagem apurada pelo g1 Ceará e republicada com os devidos créditos.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve uma decisão da Justiça do Trabalho do Ceará que havia condenado um empresário do ramo farmacêutico a pagar verbas trabalhistas e mais R$ 10 mil de indenização por danos morais a um ex-funcionário que era hostilizado por questões políticas, totalizando cerca de R$ 201 mil. O trabalhador relatou que, ao cobrar salários atrasados, ouvia do patrão que ele deveria "fazer o L e pedir ao Lula". A decisão foi divulgada no fim do mês de março.

O funcionário relatou no processo que o empregador associava as dificuldades financeiras do funcionário ao fato de ele ter votado em Lula para presidente. O empregador também chegou a dizer que um assalto sofrido pelo filho do empregado era "merecido" por causa do voto no petista.

O processo teve início na Vara do Trabalho do Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. Embora o colaborador não tenha apresentado provas documentais do assédio moral, o próprio empresário admitiu em depoimento o comportamento discriminatório.

Na sentença de maio de 2025, a juíza Laura Anísia Moreira de Sousa Pinto reconheceu a gravidade das acusações e deu à causa o valor de R$ 201 mil, o que incluía o pagamento de aviso prévio indenizado, saldos de salário e 13º salário; horas extras, férias e os depósitos de FGTS de todo o período contratual com multa de 40%. O valor também inclui R$ 10 mil de indenização.


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