domingo, 12 de abril de 2026

“Não abro nem pro trem”: discurso cai por terra e Guimarães volta atrás

 

Foto: Wellington Bessa


Guimarães, político conhecido no estado, por que não pensar maior, no país? Semana passada, ele chegou a anunciar publicamente que aceitou o convite do presidente Lula para ser ministro da Secretaria de Relações Institucionais, em substituição à ex-ministra Gleisi Hoffmann. Convite esse que o próprio Guimarães disse ter recusado durante discurso em um evento em Sobral.

 

Mais uma vez, a política fala nos detalhes. E Guimarães não é diferente. Mesmo com discursos fortes e envolventes, ele sempre dizia que “é um soldado do grupo” e que “o que escolhessem para ele, ele assumiria”. Isso poderia parecer só frase de efeito, mas dizia muito.

Mesmo com vários encontros regionais, reunindo prefeitos e lideranças, parece que não foi suficiente. Ele vai assumir o novo cargo e ficará de fora da disputa pelo Senado, cargo para o qual dizia estar preparado e chegou até a cutucar concorrentes da própria base.

Na minha sincera, talvez sem importância, opinião, eu já sabia que Guimarães não iria levar a candidatura adiante. Mesmo com a maioria dos diretórios municipais do PT favoráveis ao início da candidatura, já dava para prever.

 

Hoje, no PT do Ceará, quem manda é quem está mais próximo de Lula. E atualmente, esse nome é Camilo Santana. Luizianne Lins sabe bem disso. A ida de Evandro Leitão, um político que não combinava com a militância do partido para disputar a prefeitura de Fortaleza, deixando nomes importantes de lado, mostrava isso.

Para quem gosta de política, fica a frase: esse governo de coalizão que Camilo constrói e faz metade do partido acreditar, na verdade é a própria visão dele.

 

Essa é mais uma opinião, talvez sem importância, do Bessa.


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