quinta-feira, 18 de junho de 2026

Caso Scooby: cão encontrado em condição de maus-tratos recebe indenização de R$ 7 mil

 



Fonte: Diário do Nordeste 

A Justiça do Ceará estabeleceu, nesta quarta-feira (17), que o cachorro Scooby, conhecido por ter sido resgatado em situação de maus-tratos em Fortaleza, no ano passado, receberá R$ 7 mil de indenização por meio da ONG Anjos da Proteção Animal (APA).

A sentença foi promulgada pela 38ª Vara Cível da Capital e reconhece que Scooby foi vítima de negligência e maus-tratos. Ela também determina o ressarcimento integral das despesas realizadas para o resgate, tratamento e recuperação dele.

Já os dois ex-tutores do animal foram condenados por danos morais, fundamentado no sofrimento experimentado pelo cachorro durante mais de 10 anos.

A sentença foi promulgada pela 38ª Vara Cível da Capital e reconhece que Scooby foi vítima de negligência e maus-tratos. Ela também determina o ressarcimento integral das despesas realizadas para o resgate, tratamento e recuperação dele.

Já os dois ex-tutores do animal foram condenados por danos morais, fundamentado no sofrimento experimentado pelo cachorro durante mais de 10 anos.

Conforme a decisão, Scooby estava em condições de ser considerado autor da ação cível por ser senciente, "capaz de experimentar dor, medo, estresse e sofrimento". A APA, por sua vez, foi reconhecida como a entidade que representaria o cachorro no tribunal.

Para o magistério, as provas apresentadas pela acusação, como fotos do Scooby antes de ser resgatado, boletins de ocorrência e outras documentações, foram suficientes para comprovar que ele sofreu lesões físicas e emocionais decorrentes da grave negligência a que foi submetido.

Por fim, a Justiça fixou o pagamento de R$ 2 mil por danos materiais e R$ 5 mil por danos morais, valor fixado em razão do sofrimento físico e emocional suportado pelo próprio animal.

ONG celebra vitória do caso Scooby

A conquista da indenização para o Scooby representa um passo adiante na proteção dos animais no Ceará. Stefanie Rodrigues, fundadora da ONG Anjos da Proteção Animal, destacou que o magistério atendeu de todas as solicitações apresentadas pela APA e não reconheceu a versão apresentada pela ex-tutora.

"Foi exposto toda a situação, todo o sofrimento, todo o terror que o animal passou. Ela [ex-tutora] disse que até procurou pessoas para poder tentar adoção dele, só que quando o protetor pedia para dar um banho nele, ela negava", afirmou, em entrevista ao Diário do Nordeste.

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