Fonte: Diário do Nordeste
A vacina Qdenga, produzida pelo laboratório japonês
Takeda, é a única contra a dengue disponível nos postos de saúde e na rede
particular do Brasil. Já o imunizante produzido pelo Instituto Butantan, que
teve o uso suspenso temporariamente, nunca foi distribuído em larga escala ou
comercializado na rede privada.
Os dois imunizantes protegem contra a mesma doença,
mas têm fábricas, esquemas vacinais e públicos-alvo diferentes. A suspensão da
Butantan-DV não influencia na continuidade de distribuição da Qdenga.
Aprovada no Brasil desde 2023, a vacina Qdenga
começou a ser disponibilizada para a população de 10 a 14 anos a partir de
fevereiro de 2024. A aplicação iniciou em 521 municípios prioritários,
definidos por critérios epidemiológicos de dengue e demográficos.
A estratégia de vacinação em massa com o imunizante
foi gradativamente ampliada e chegou a 2.752 municípios até o final de
2025. Na rede pública do Ceará, até
janeiro de 2026, foram distribuídas 123.401 doses e aplicadas 94.735, de acordo
com documentos da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).
A vacinação é uma estratégia importante de combate à
dengue. Em 2026, o Estado teve 2.696 casos oficialmente confirmados. O período
registra alta de 32,4% em relação à mesma semana epidemiológica de 2025, quando
foram confirmados 1.736 casos de dengue.
Quais
as diferenças entre as duas vacinas?
As duas vacinas são feitas com o vírus da dengue
atenuado. Ou seja, há o vírus vivo, mas enfraquecido em laboratório. Isso torna
a aplicação segura, sem causar a doença e estimulando o sistema imunológico a
produzir anticorpos.
No entanto, as duas concedem proteção para todos os
tipos. Para isso, a Qdenga precisa de esquema vacinal de duas doses e a
Butantan-DV é uma vacina de dose única.
A eficácia da Qdenga observada nos estudos clínicos foi de 80,2% em 12 meses após a segunda dose e 61,2% após cinco anos da vacinação. Em relação às hospitalizações, há uma eficácia geral de 90,4% em 12 meses e 84,1% em até cinco após a conclusão do esquema vacinal.
Já a Butantan-DV mostrou eficácia geral de 65%
contra a dengue após cinco anos. A eficácia contra casos de dengue grave e
dengue com sinais de alarme é de 80,5% após cinco anos.
Quem
pode tomar a vacina da dengue Qdenga?
Na rede pública, o único grupo etário que pode tomar
a vacina Qdenga são as crianças e adolescentes que têm entre 10 e 14 anos, 11
meses e 29 dias de idade. Já na rede privada, qualquer pessoa de quatro a 60
anos pode utilizar o imunizante.
A vacina Qdenga, produzida pelo laboratório japonês
Takeda, é a única contra a dengue disponível nos postos de saúde e na rede
particular do Brasil. Já o imunizante produzido pelo Instituto Butantan, que
teve o uso suspenso temporariamente, nunca foi distribuído em larga escala ou comercializado
na rede privada.
Os dois imunizantes protegem contra a mesma doença,
mas têm fábricas, esquemas vacinais e públicos-alvo diferentes. A suspensão da
Butantan-DV não influencia na continuidade de distribuição da Qdenga.
Aprovada no Brasil desde 2023, a vacina Qdenga
começou a ser disponibilizada para a população de 10 a 14 anos a partir de
fevereiro de 2024. A aplicação iniciou em 521 municípios prioritários,
definidos por critérios epidemiológicos de dengue e demográficos.
A estratégia de vacinação em massa com o imunizante
foi gradativamente ampliada e chegou a 2.752 municípios até o final de
2025. Na rede pública do Ceará, até
janeiro de 2026, foram distribuídas 123.401 doses e aplicadas 94.735, de acordo
com documentos da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).
A vacinação é uma estratégia importante de combate à
dengue. Em 2026, o Estado teve 2.696 casos oficialmente confirmados. O período
registra alta de 32,4% em relação à mesma semana epidemiológica de 2025, quando
foram confirmados 1.736 casos de dengue.
As duas vacinas são feitas com o vírus da dengue
atenuado. Ou seja, há o vírus vivo, mas enfraquecido em laboratório. Isso torna
a aplicação segura, sem causar a doença e estimulando o sistema imunológico a
produzir anticorpos
Enquanto a Qdenga tem apenas o subtipo DENV-2
atenuado, a Butantan-DV contém os quatro sorotipos conhecidos da dengue.
No entanto, as duas concedem proteção para todos os
tipos. Para isso, a Qdenga precisa de esquema vacinal de duas doses e a
Butantan-DV é uma vacina de dose única.
A eficácia da Qdenga observada nos estudos clínicos
foi de 80,2% em 12 meses após a segunda dose e 61,2% após cinco anos da
vacinação. Em relação às hospitalizações, há uma eficácia geral de 90,4% em 12
meses e 84,1% em até cinco após a conclusão do esquema vacinal.
Já a Butantan-DV mostrou eficácia geral de 65% contra a dengue após cinco anos. A eficácia contra casos de dengue grave e dengue com sinais de alarme é de 80,5% após cinco anos.
Há
contraindicações para o uso da Qdenga:
Indivíduos menores de quatro anos e com mais de 60
anos;
Anafilaxia ou reação de hipersensibilidade à
substância ativa ou a qualquer excipiente da composição da vacina ou à uma dose
anterior dessa vacina;
Indivíduos com imunodeficiência congênita ou
adquirida: em terapias imunossupressoras, tais como quimioterapia ou altas
doses de corticosteroides sistêmicos (p. ex., 20 mg/dia ou 2 mg/kg/dia de
prednisona por duas semanas ou mais) dentro de quatro semanas anteriores à
vacinação, como ocorre com outras vacinas vivas atenuadas;
Indivíduos com infecção por HIV sintomática ou
infecção por HIV assintomática quando acompanhada por evidência de função
imunológica comprometida;
Gestantes e mulheres que estejam amamentando
(lactantes).
Vacina do Butantan só foi aplicada em cidades
específicas e em profissionais da atenção básica
A vacina do Instituto Butantan contra a dengue,
chamada de Butantan-DV, foi administrada em aproximadamente 500 mil pessoas no
País, de janeiro a maio. Depois de passar por todas as fases necessárias de
estudos clínicos e ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), ela foi distribuída para públicos específicos.
A vacina Qdenga, produzida pelo laboratório japonês
Takeda, é a única contra a dengue disponível nos postos de saúde e na rede
particular do Brasil. Já o imunizante produzido pelo Instituto Butantan, que
teve o uso suspenso temporariamente, nunca foi distribuído em larga escala ou comercializado
na rede privada.
Os dois imunizantes protegem contra a mesma doença,
mas têm fábricas, esquemas vacinais e públicos-alvo diferentes. A suspensão da
Butantan-DV não influencia na continuidade de distribuição da Qdenga.
Aprovada no Brasil desde 2023, a vacina Qdenga
começou a ser disponibilizada para a população de 10 a 14 anos a partir de
fevereiro de 2024. A aplicação iniciou em 521 municípios prioritários,
definidos por critérios epidemiológicos de dengue e demográficos.
A estratégia de vacinação em massa com o imunizante
foi gradativamente ampliada e chegou a 2.752 municípios até o final de
2025. Na rede pública do Ceará, até
janeiro de 2026, foram distribuídas 123.401 doses e aplicadas 94.735, de acordo
com documentos da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).
32,4% em relação à mesma semana epidemiológica de
2025, quando foram confirmados 1.736 casos de dengue.
Imunizados contra dengue há mais de 21 dias estão
seguros, afirma diretor do Butantan
Quais
as diferenças entre as duas vacinas?
As duas vacinas são feitas com o vírus da dengue
atenuado. Ou seja, há o vírus vivo, mas enfraquecido em laboratório. Isso torna
a aplicação segura, sem causar a doença e estimulando o sistema imunológico a
produzir anticorpos.
Enquanto a Qdenga tem apenas o subtipo DENV-2
atenuado, a Butantan-DV contém os quatro sorotipos conhecidos da dengue.
No entanto, as duas concedem proteção para todos os
tipos. Para isso, a Qdenga precisa de esquema vacinal de duas doses e a
Butantan-DV é uma vacina de dose única.
A eficácia da Qdenga observada nos estudos clínicos
foi de 80,2% em 12 meses após a segunda dose e 61,2% após cinco anos da
vacinação. Em relação às hospitalizações, há uma eficácia geral de 90,4% em 12
meses e 84,1% em até cinco após a conclusão do esquema vacinal.
Já a Butantan-DV mostrou eficácia geral de 65%
contra a dengue após cinco anos. A eficácia contra casos de dengue grave e
dengue com sinais de alarme é de 80,5% após cinco anos.
Quem pode tomar a vacina da dengue Qdenga?
Na rede pública, o único grupo etário que pode tomar
a vacina Qdenga são as crianças e adolescentes que têm entre 10 e 14 anos, 11
meses e 29 dias de idade. Já na rede privada, qualquer pessoa de quatro a 60 anos
pode utilizar o imunizante.
O público-alvo na rede pública foi escolhido com
base em recomendações de órgãos de saúde e o histórico de hospitalização por
dengue nos cinco anos anteriores. Além disso, a produção limitada por parte do
laboratório Takeda fez com que a logística de distribuição precisasse ser
otimizada.
Existem precauções e cuidados destinados a grupos
específicos. Mulheres em idade fértil, com potencial para engravidar, devem
evitar a gravidez por pelo menos um mês após a vacinação.
Pessoas que realizam tratamento com imunoglobulinas
ou hemoderivados devem esperar três meses desde a última aplicação para tomar a
vacina.
Após a vacinação, pacientes que têm histórico de
reações alérgicas graves a medicamentos, alimentos ou outras vacinas precisam
passar 30 minutos em observação. Quem não tem histórico de alergias graves deve
ser observado por 15 minutos pós-aplicação do imunizante.
Há
contraindicações para o uso da Qdenga:
Indivíduos menores de quatro anos e com mais de 60
anos;
Anafilaxia ou reação de hipersensibilidade à
substância ativa ou a qualquer excipiente da composição da vacina ou à uma dose
anterior dessa vacina;
Indivíduos com imunodeficiência congênita ou
adquirida: em terapias imunossupressoras, tais como quimioterapia ou altas
doses de corticosteroides sistêmicos (p. ex., 20 mg/dia ou 2 mg/kg/dia de
prednisona por duas semanas ou mais) dentro de quatro semanas anteriores à
vacinação, como ocorre com outras vacinas vivas atenuadas;
Indivíduos com infecção por HIV sintomática ou
infecção por HIV assintomática quando acompanhada por evidência de função
imunológica comprometida;
Gestantes e mulheres que estejam amamentando
(lactantes).
Vacina do Butantan só foi aplicada em cidades
específicas e em profissionais da atenção básica
A vacina do Instituto Butantan contra a dengue,
chamada de Butantan-DV, foi administrada em aproximadamente 500 mil pessoas no
País, de janeiro a maio. Depois de passar por todas as fases necessárias de
estudos clínicos e ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), ela foi distribuída para públicos específicos.
Em uma campanha-piloto, as doses foram distribuídas
para a população geral de 15 a 59 anos em três cidades: Maranguape, no Ceará,
Botucatu, em São Paulo, e Nova Lima, em Minas Gerais. A região de Araguaína, no
Tocantins, também recebeu a vacina.
O imunizante também foi utilizado por profissionais
da Atenção Primária à Saúde (APS), que geralmente atuam em postos de saúde.
Nesse período, a partir do monitoramento da farmacovigilância
— área responsável por observar, investigar e registrar eventos adversos de
medicamentos e vacinas — foram identificados 42 casos de reações severas em
pessoas que tomaram a vacina. Três evoluíram de forma mais grave, com duas
mortes registradas.
A suspensão foi uma medida preventiva, segundo o
Ministério da Saúde, para permitir a investigação dos eventos adversos. O
objetivo é entender se há uma relação de causa e efeito entre os casos e a
Butantan-DV.





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