segunda-feira, 20 de julho de 2026

19 pessoas são presas na Expocrato com auxílio de nova ferramenta de IA

Foto: Divulgação 

Fonte: Diário do Nordeste

A realização da Expocrato no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante, no Crato, no Cariri cearense, que acontece desde o último dia 11 de julho, contou com a prisão de 19 pessoas com o auxílio de ferramenta de inteligência artificial (IA). O balanço parcial foi divulgado na noite de domingo (19).

Um projeto-piloto da Pax, empresa de IA voltada à segurança pública, viabilizou as prisões. Dentre os casos mais notórios, está o de um homem procurado pela polícia desde 2013 por roubo à mão armada.

Conforme informações da plataforma, a tecnologia também contribuiu para localizar pessoas com mandados relacionados a crimes como roubo, furto e  organização criminosa.

Thiago Marques Vieira, promotor de Justiça do Ministério Público do Ceará (MPCE), destacou a importância da iniciativa. "O que essa ferramenta inaugura é um novo capítulo para a investigação: mandados de prisão que aguardavam cumprimento há anos saíram do papel em poucos dias. E o fez dentro da lei, com decisão humana em cada etapa e registros rastreáveis, o que se espera de uma tecnologia a serviço da Justiça", salientou.

A atuação da Pax na Expocrato é a primeira atuação da empresa no Ceará, e o projeto-piloto deve continuar a ser utilizado em ações de segurança pública voltadas a ambientes de alta circulação de pessoas.

"Para nós, é um orgulho que a Expocrato tenha sido palco dessa experiência com tecnologia de ponta. Quem veio à festa talvez nem tenha percebido, e é exatamente essa a beleza: uma segurança que funciona de forma discreta e eficiente, para que as famílias se divirtam com ainda mais tranquilidade", afirmou Suellem Fortaleza, assessora jurídica da Expocrato

Já para o co-fundador e COO da Pax, Fernando Czapski, "a inteligência artificial tem potencial para ser o maior avanço tecnológico para o trabalho policial desde a introdução do DNA nas investigações".

"A operação na Expocrato mostrou, na prática, como essa tecnologia pode ampliar a capacidade das forças de segurança, tornando a atuação policial mais rápida, precisa e eficiente. Os resultados comprovam que a IA já é uma ferramenta estratégica no combate ao crime”, reforçou Czapski.

Como funcionou a ferramenta?

O projeto desenvolvido na Expocrato foi direcionado a atender à demanda da polícia de identificação de pessoas procuradas e, portanto, funciona integrado a uma base com mandados de prisão em aberto disponibilizada pelo Estado.

A partir disso, a tecnologia analisa automaticamente as imagens captadas pelas câmeras do evento e busca possíveis correspondências com registros existentes na base.

Quando uma possível correspondência é detectada, a plataforma gera um alerta para análise dos policiais na operação. Após a revisão e a validação da detecção, as equipes em campo recebem as informações necessárias para realizar a abordagem.

Após a operação piloto no evento, os policiais iniciarão os treinamentos das demais funcionalidades de inteligência artificial da plataforma, que apoiam as forças de segurança pública em outros estados parceiros. A ferramenta está presente em mais de 50 cidades brasileiras.

Operando com tecnologia nacional, a ferramenta processa informações coletadas em conformidade com as leis brasileiras, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As operações oriundas da tecnologia podem ser auditadas e os registros ficam com o poder público e podem ser consultados posteriormente.

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