terça-feira, 28 de julho de 2026

Operação Dominus mira organização criminosa com atuação em Alcântaras e Meruoca

 

Foto: MPCE

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas da Região Norte (Gaeco Norte), e a Polícia Civil do Ceará, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas da Região Norte (Draco Norte), deflagraram, na manhã desta terça-feira (28), a Operação Dominus. A ação tem como objetivo desarticular uma célula de uma organização criminosa com atuação nos municípios de Alcântaras e Meruoca, na Região Norte do Estado.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão e 28 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de um sítio localizado na zona rural de Alcântaras, que, segundo as investigações, teria sido adquirido com recursos provenientes de atividades criminosas. As medidas foram autorizadas pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Ceará.

De acordo com o MPCE e a Polícia Civil, as ordens judiciais resultam de investigações conduzidas de forma integrada pelos dois órgãos. A Draco Norte representou por 12 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão. Já o Gaeco Norte solicitou um mandado de prisão, sete mandados de busca e apreensão e o sequestro do imóvel. Todas as medidas foram cumpridas simultaneamente.

Conforme as investigações, os suspeitos integrariam uma célula da facção criminosa Comando Vermelho e receberiam ordens de integrantes do grupo que estariam no Rio de Janeiro. Segundo os órgãos responsáveis pela operação, os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como extorsão, tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro, ameaças e incêndios criminosos.

Ainda de acordo com as apurações, o grupo exerceria influência sobre atividades econômicas nos municípios, obrigando comerciantes a repassar parte dos lucros à organização sob ameaças e impondo restrições à atuação de alguns estabelecimentos comerciais.

As investigações também apontam que o sítio bloqueado judicialmente teria sido registrado em nome de um terceiro, com a finalidade de ocultar a propriedade do bem e lavar recursos oriundos de crimes. Segundo o Gaeco Norte, a medida faz parte da estratégia de descapitalização financeira da organização criminosa.

O Ministério Público e a Polícia Civil destacam que a Operação Dominus é resultado da atuação conjunta entre as instituições, com compartilhamento de informações de inteligência e desenvolvimento de linhas investigativas complementares.

As investigações seguem em andamento e tramitam sob segredo de justiça. O objetivo, segundo os órgãos responsáveis, é identificar e responsabilizar todos os envolvidos e desarticular completamente a atuação da organização criminosa na região.

O nome da operação, "Dominus", é uma palavra de origem latina que significa "aquele que exerce domínio". Conforme o Ministério Público, a denominação faz referência ao suposto controle territorial e econômico que a organização criminosa buscava impor sobre os municípios investigados.

 


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