Fonte: g1-Ceará
O policial militar, foi solto em audiência de custódia na manhã desta segunda-feira
(6) após matar, na madrugada, Luena Rocha Melo, de 33 anos, com um tiro no
pescoço em um posto de gasolina na cidade de Cariré, no interior do
Ceará. No depoimento, o acusado afirmou sofrer de ansiedade e fazer uso
contínuo dos medicamentos sertralina e clonazepam
De acordo com a decisão judicial, embora
extremamente "graves e reprováveis os fatos aqui apurados", o
custodiado é "tecnicmaente primário" por isso justifica-se a
liberdade dada ao acusado.
Além disso, o juiz João Gabriel Amanso da Conceição
considerou na decisão que não podia manter o policial preso apenas porque o
crime é considerado grave pela lei. Conforme o juiz, é preciso demonstrar,
"o que foi insuficiente até o momento da decisão", o motivo pelo qual
o acusado deveria ficar preso até o julgamento.
O juiz impôs medidas cautelares contra o policial:
- manter
o endereço atualizado;
- proibição
de ausentar-se da comarca por mais de 8 dias;
- comparecimento
a todos os atos do processo sempre que intimado;
- uso
de tornozeleira eletrônica por 240 dias;
- recolhimento
domiciliar a partir das 20h até 5h do dia seguinte;
- proibição
de frequentar bares, festas, casas noturnas e serestas.
Homicídio qualificado
O policial militar de 36 anos foi preso suspeito de matar uma mulher com um tiro no pescoço durante uma discussão em um posto de combustível no Centro da cidade de Cariré, no interior do Ceará, na madrugada desta segunda-feira (6), por volta das 4h.
Segundo testemunhas, o soldado estava à paisana, consumindo bebida alcoólica no local, quando se desentendeu com a jovem Luena Rocha Melo, de 33 anos e atirou contra ela.
A vítima morreu no estabelecimento e o policial foi preso logo em seguida. Após a captura, ele foi levado à Delegacia de Sobral.
O namorado da vítima, Hilton Fernandes, chegou a chamar Luena para ir embora e quando virou de costas ouviu o disparo.
"Chamei ela para ir para casa, mas aconteceu isso. Não sei a motivação da briga deles”, disse Hilton Fernandes.
Conforme familiares de Luena, a mulher já tinha desavenças com o policial e chegou a ser agredida pelo agente em outra ocasião. A vítima deixa dois filhos.
"Ele matou uma menina que estava sob
medicações, mãe de família", falou Euceleni Maria de Oliveira, tia de
Luena.
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