Fonte: Diário do Nordeste
Cristiano de
Castro Fontineles, 35, proprietário de empresa de segurança privada, foi morto
por policiais militares, no bairro Montese, em Fortaleza, neste domingo (9),
quando chegava do trabalho para almoçar com o pai e a filha.
Em depoimento no
7º Distrito Policial, os agentes responsáveis pela abordagem relataram que
foram informados pela Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS)
sobre uma moto com queixa de roubo circulando na região. A partir disso, os
policiais iniciaram a diligência para encontrá-la.
O veículo foi
encontrado na rua Pedro Machado. Ao avistar o condutor da motocicleta, os
policiais deram ordem de parada. O policial interventor diz que Cristiano não
obedeceu, entrou dentro da casa do pai e sacou uma arma para enfrentá-lo
No entanto, a
versão é contestada pela defesa da vítima. Igor Araújo defende que Cristiano
adquiriu recentemente uma motocicleta anunciada pela OLX e, segundo familiares,
sabia apenas da existência de pendências relacionadas a financiamento bancário,
desconhecendo que o veículo seria de placa clonada.”
Segundo o
advogado da família, Cristiano teria se assustado com a chegada brusca dos
policiais e se afastado. Ele foi atingido por quatro disparos efetuados pelo
mesmo policial e pela mesma arma, sendo que um dos tiros atingiu suas costas.
O policial
Wanderson Lucas Araujo de Lima declarou ter sido o autor dos disparos, alegando
ter agido diante de uma ameaça iminente. Outro integrante da equipe,
entretanto, afirmou que somente percebeu a arma na mão de Cristiano depois de
ouvir os disparos e vê-lo caindo.
A autoridade
policial formalizou a apreensão da motocicleta, produto de roubo com chassi e
motor adulterados, uma pistola Taurus, calibre .380, com a numeração raspada.
Além de quatro unidades de calibre .380 e um carregador de pistola.
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