Fonte: Diário do Nordeste
Fraude
em corridas de aplicativo
Ainda conforme a SSPDS, a organização criminosa a
qual Júlia é suspeita de participar era composta por ela, o marido, Antoneudo
Ribeiro Lima, 35, investigado por suposta participação na ocultação do cadáver
do PM Raphael, e outras 11 pessoas.
O principal objetivo do grupo era criar contas
falsas na plataforma de corridas de aplicativo. Antoneudo é apontado como o
articulador da fraude, enquanto Julia cedia dados pessoais, além de
instrumentos financeiros e de comunicação, para viabilizar as atividades criminosas.
Ambos tiveram a prisão temporária mantida nesta
quinta-feira (13), após audiências ocorrerridas no 7º Núcleo de Custódia e
Garantias, em Maracanaú.
Júlia Natália teve a prisão preventiva decretada a
pedido do Ministério Público do Ceará (MPCE) e da autoridade policial. Já
Antoneudo teve a prisão relaxada, "mas continua preso por existir um
mandado de prisão contra ele em outro processo, que tramita em segredo de
justiça", segundo o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).
Relação
extraconjugal
Júlia manteria um relacionamento extraconjugal com
Raphael, apesar de negar em depoimento. A informação sobre a relação entre os
dois policiais, colegas de Batalhão, foi repassada em entrevista pela tia de
Raphael, Rosilane Sampaio, durante o velório do agente de segurança nesta
quinta (13).
O casal foi preso na última terça-feira (11), horas
após o corpo de Raphael ser encontrado em Itaitinga, na Grande Fortaleza.
Antoneudo foi detido após comparecer para prestar
depoimento e a polícia encontrar munições, placas veiculares adulteradas e
identidades suspeitas na residência onde o casal mora.
Júlia, que era colega da mesma patrulha de Raphael,
foi presa em flagrante após se contradizer em depoimento. Ela alegou ter sido
agredida, mantida em cárcere e amarrada depois de ver o soldado ser morto a
tiros, mas uma câmera de segurança a flagrou de roupa trocada e andando
livremente em uma oficina na manhã seguinte.
Motivação
do crime ainda é investigada
O homicídio de Raphael Sampaio é investigado pela
Delegacia de Homicídios contra Agentes de Segurança Pública (DHASP), unidade do
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ainda são realizadas
diligências e oitivas para elucidar as circunstâncias do caso, segundo a SSPDS.
Uma das linhas de investigação do assassinato seria
uma vingança por traição, mas a Polícia não descarta outras versões.





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