sexta-feira, 14 de agosto de 2026

PM presa por morte de soldado é investigada por crimes cometidos após ingresso na corporação

Foto: Reprodução 

Fonte: Diário do Nordeste

Fraude em corridas de aplicativo

Ainda conforme a SSPDS, a organização criminosa a qual Júlia é suspeita de participar era composta por ela, o marido, Antoneudo Ribeiro Lima, 35, investigado por suposta participação na ocultação do cadáver do PM Raphael, e outras 11 pessoas.

O principal objetivo do grupo era criar contas falsas na plataforma de corridas de aplicativo. Antoneudo é apontado como o articulador da fraude, enquanto Julia cedia dados pessoais, além de instrumentos financeiros e de comunicação, para viabilizar as atividades criminosas.

Ambos tiveram a prisão temporária mantida nesta quinta-feira (13), após audiências ocorrerridas no 7º Núcleo de Custódia e Garantias, em Maracanaú.

Júlia Natália teve a prisão preventiva decretada a pedido do Ministério Público do Ceará (MPCE) e da autoridade policial. Já Antoneudo teve a prisão relaxada, "mas continua preso por existir um mandado de prisão contra ele em outro processo, que tramita em segredo de justiça", segundo o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).

Relação extraconjugal

Júlia manteria um relacionamento extraconjugal com Raphael, apesar de negar em depoimento. A informação sobre a relação entre os dois policiais, colegas de Batalhão, foi repassada em entrevista pela tia de Raphael, Rosilane Sampaio, durante o velório do agente de segurança nesta quinta (13).

O casal foi preso na última terça-feira (11), horas após o corpo de Raphael ser encontrado em Itaitinga, na Grande Fortaleza.

Antoneudo foi detido após comparecer para prestar depoimento e a polícia encontrar munições, placas veiculares adulteradas e identidades suspeitas na residência onde o casal mora.

Júlia, que era colega da mesma patrulha de Raphael, foi presa em flagrante após se contradizer em depoimento. Ela alegou ter sido agredida, mantida em cárcere e amarrada depois de ver o soldado ser morto a tiros, mas uma câmera de segurança a flagrou de roupa trocada e andando livremente em uma oficina na manhã seguinte.

Motivação do crime ainda é investigada

O homicídio de Raphael Sampaio é investigado pela Delegacia de Homicídios contra Agentes de Segurança Pública (DHASP), unidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ainda são realizadas diligências e oitivas para elucidar as circunstâncias do caso, segundo a SSPDS.

Uma das linhas de investigação do assassinato seria uma vingança por traição, mas a Polícia não descarta outras versões.

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