O candidato do PSDB ao Governo do Ceará, Ciro Gomes, defendeu nesta quarta-feira (23) a criação de um programa intersetorial de combate à pobreza baseado na atuação de equipes que, caso eleito, farão o elo entre a assistência social e famílias cearenses, semelhante ao trabalho feito pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). A política pública proposta, segundo ele, deve se chamar "Travessia".
O intuito, apontou o tucano, é aplicar um modelo almejando o "reconhecimento internacional", da mesma maneira que a institucionalização da rede de ACS, pela gestão do ex-governador Tasso Jereissati (PSDB), no fim dos anos 1980, obteve resultados que foram objeto de prêmios, como o concedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
"Não é mais uma complementação de renda apenas.
Nós vamos identificar com uma busca ativa, ou seja, nós vamos criar o Agente
Comunitário da Família, aos moldes, [de] como fizemos lá atrás a criação dos
Agentes Comunitários de Saúde. O Estado vai procurar domicílio a domicílio,
comunidade a comunidade, identificar quais são as 890 mil pessoas que estão
abaixo da extrema pobreza", detalhou.
Ciro Gomes também falou que quer fortalecer o papel
das universidades estaduais no crescimento econômico local. O tucano disse que,
respeitando a autonomia garantida a elas, tem como pretensão reunir a
Universidade Regional do Cariri (Urca), a Universidade Estadual Vale do Acaraú
(UVA) e a Universidade Estadual do Ceará (Uece) em torno de um "projeto
estratégico para elas interferirem no desenvolvimento do estado do Ceará".
O candidato destacou ainda que, se eleito, irá
adaptar as ferramentas de incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico
cearenses aos contornos da Reforma Tributária e seus efeitos. Além disso,
declarou que irá encerrar o que chamou de "abuso politiqueiro e
partidário" nas instituições de ensino superior administradas pela gestão
estadual.
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