Matéria copiada do Ponto Poder, Diário do Nordeste
Aliada de Elmano, deputada estadual considerou
"injustas" medidas judiciais contra o irmão na eleição de governador.
A deputada estadual Lia Gomes (PSB) sinalizou que conversou com o irmão Ciro Gomes (PSDB) após a disputa pelo Governo do Estado, vencida pelo governador Elmano de Freitas (PT). A política disse, ainda, que acredita que o ex-ministro não deve se manifestar sobre o 2º turno da eleição presidencial.
A parlamentar falou sobre os assuntos durante uma entrevista coletiva na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), nesta terça-feira (13). Lia não detalhou, porém, o teor da conversa com o irmão.
Por outro lado, Lia disse que Ciro não deve se
posicionar sobre um possível apoio a Flávio Bolsonaro (PL) ou a Lula (PT) na
disputa federal. “Não sei, acho que não, pelo que eu conheço”, pontuou.
Já sobre um possível realinhamento político com o irmão, Lia desconversou. “Eu não tenho nenhum problema com o Ciro, não”, respondeu.
Lia permaneceu no grupo político pela reeleição de Elmano, acompanhando o senador Cid Gomes (PSB), outro irmão dela. Em paralelo, a política vinha afirmando que não tornaria públicas as divergências com Ciro, mesmo diante da aliança dele com a oposição.
Diante desse contexto, Lia foi questionada sobre a primeira manifestação de Ciro após a derrota, na qual o tucano não reconheceu a vitória de Elmano e prometeu acionar a Justiça. Ela chegou a classificar como “injustas” medidas contra o irmão, ao citar diretamente a decisão que autorizou inserções de propaganda de Elmano nos dois dias anteriores à data do 1º turno.
“Eu considerei que muitas coisas que aconteceram com
o Ciro foram injustas. Essa questão da propaganda, eu acho que isso nunca aconteceu,
esse precedente nas 48 últimas horas, um candidato ficar veiculando a
propaganda”
Lia Gomes | Deputada estadual pelo PSB
Busca pelo apoio de Ciro
O possível apoio de Ciro Gomes no 2º turno da
eleição presidencial vem sendo ventilado por aliados de Flávio Bolsonaro no
Ceará, principalmente diante da aliança local da sigla bolsonarista com a chapa
tucana. Contudo, o próprio ex-ministro ainda não se manifestou sobre o assunto.
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