A Câmara Municipal de Forquilha realizou, nesta
sexta-feira, a primeira sessão extraordinária do ano, após convocação, para
discutir a denúncia apresentada pelo prefeito Edinaldo Filho contra o vereador
Eliezer Siqueira, por suposta quebra de decoro parlamentar. O caso foi
analisado pela Comissão de Ética da Casa Legislativa.
Na denúncia, o gestor municipal se refere a uma live
realizada pelo vereador Eliezer Siqueira em seu perfil no Instagram, em
novembro de 2025, com o tema “A voz da Forquilha não bela”. A transmissão
contou com a participação do radialista Alan Lima, responsável por conduzir a
entrevista, realizada diretamente do gabinete do parlamentar, após uma sessão
legislativa.
Durante a live, ao ser questionado sobre o projeto
de Educação Financeira implantado no município e sobre a chamada “sala
robótica”, o vereador fez críticas e acusações contra o prefeito relacionadas
ao uso de recursos do FUNDEB. “Há uma preocupação muito grande em meter a mão
no dinheiro do FUNDEB, de forma que não querem fazer rateio com os professores
e ficam citando coisas para poder gastar o dinheiro”, afirmou.
Outro ponto citado pelo parlamentar foi uma
audiência pública, classificada por ele como uma “enganação”, realizada pelo
prefeito para apresentar um projeto que, segundo o vereador, só seria iniciado
em 2026.
Ainda durante a live, Eliezer Siqueira afirmou que o
projeto de Educação Financeira, no valor de R$ 2.600,00, seria mais uma forma
de “meter a mão no dinheiro”. “É só para lavar o dinheiro do FUNDEB mesmo, na
compra de livros de uma distribuidora e não de uma editora”, declarou,
questionando ainda a qualidade do material que seria entregue aos alunos.
Na denúncia, o prefeito aponta a prática dos crimes
de calúnia, difamação e injúria por parte do vereador, alegando que as
declarações ferem o Código de Ética da Câmara e configuram quebra de decoro
parlamentar.
Em entrevista ao portal Forquilha Online, a
vereadora Bárbara Mendes, integrante da comissão que julgou o caso, falou sobre
os prazos concedidos para a defesa do parlamentar. “Foi dado prazo para ele
apresentar sua defesa. Ele não quis receber a denúncia e hoje chegamos à sessão
para tratar desse assunto”, afirmou.
Segundo Bárbara, foi respeitado o prazo regimental
de 60 dias para que o vereador apresentasse defesa. Com isso, a pauta foi
discutida em plenário. O vereador Eliezer Siqueira não participou da sessão,
apesar da convocação. Na ocasião, ele poderia ter feito uso da tribuna para
apresentar defesa oral.
O vereador sofreu duas sanções: uma oral e uma
escrita, referentes a duas denúncias. A segunda foi apresentada pelo vereador
Léo Galinha, em dezembro de 2025. A sanção oral foi aplicada durante o uso da
palavra pela presidente da mesa, vereadora Neves. Já a sanção escrita será
encaminhada ao vereador para ciência. De acordo com Bárbara Mendes, o caso se
encerra com a aplicação das penalidades.
Até o momento, o vereador Eliezer Siqueira não se
pronunciou sobre o caso.





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