sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Câmara Municipal de Forquilha aplica sanções ao vereador Eliezer Siqueira por quebra de decoro parlamentar

 


A Câmara Municipal de Forquilha realizou, nesta sexta-feira, a primeira sessão extraordinária do ano, após convocação, para discutir a denúncia apresentada pelo prefeito Edinaldo Filho contra o vereador Eliezer Siqueira, por suposta quebra de decoro parlamentar. O caso foi analisado pela Comissão de Ética da Casa Legislativa.

Na denúncia, o gestor municipal se refere a uma live realizada pelo vereador Eliezer Siqueira em seu perfil no Instagram, em novembro de 2025, com o tema “A voz da Forquilha não bela”. A transmissão contou com a participação do radialista Alan Lima, responsável por conduzir a entrevista, realizada diretamente do gabinete do parlamentar, após uma sessão legislativa.

Durante a live, ao ser questionado sobre o projeto de Educação Financeira implantado no município e sobre a chamada “sala robótica”, o vereador fez críticas e acusações contra o prefeito relacionadas ao uso de recursos do FUNDEB. “Há uma preocupação muito grande em meter a mão no dinheiro do FUNDEB, de forma que não querem fazer rateio com os professores e ficam citando coisas para poder gastar o dinheiro”, afirmou.

Outro ponto citado pelo parlamentar foi uma audiência pública, classificada por ele como uma “enganação”, realizada pelo prefeito para apresentar um projeto que, segundo o vereador, só seria iniciado em 2026.

Ainda durante a live, Eliezer Siqueira afirmou que o projeto de Educação Financeira, no valor de R$ 2.600,00, seria mais uma forma de “meter a mão no dinheiro”. “É só para lavar o dinheiro do FUNDEB mesmo, na compra de livros de uma distribuidora e não de uma editora”, declarou, questionando ainda a qualidade do material que seria entregue aos alunos.

Na denúncia, o prefeito aponta a prática dos crimes de calúnia, difamação e injúria por parte do vereador, alegando que as declarações ferem o Código de Ética da Câmara e configuram quebra de decoro parlamentar.

Em entrevista ao portal Forquilha Online, a vereadora Bárbara Mendes, integrante da comissão que julgou o caso, falou sobre os prazos concedidos para a defesa do parlamentar. “Foi dado prazo para ele apresentar sua defesa. Ele não quis receber a denúncia e hoje chegamos à sessão para tratar desse assunto”, afirmou.

Segundo Bárbara, foi respeitado o prazo regimental de 60 dias para que o vereador apresentasse defesa. Com isso, a pauta foi discutida em plenário. O vereador Eliezer Siqueira não participou da sessão, apesar da convocação. Na ocasião, ele poderia ter feito uso da tribuna para apresentar defesa oral.

O vereador sofreu duas sanções: uma oral e uma escrita, referentes a duas denúncias. A segunda foi apresentada pelo vereador Léo Galinha, em dezembro de 2025. A sanção oral foi aplicada durante o uso da palavra pela presidente da mesa, vereadora Neves. Já a sanção escrita será encaminhada ao vereador para ciência. De acordo com Bárbara Mendes, o caso se encerra com a aplicação das penalidades.

Até o momento, o vereador Eliezer Siqueira não se pronunciou sobre o caso.

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