terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Justiça de Sobral suspende comissões da Câmara Municipal após PSB questionar presidente por não substituir vereadores Marlon e Socorrinha Brasileiro

 


Redação sobral.com - Diney Oliveira

A política em Sobral ganhou um novo capítulo jurídico nesta semana. O juiz Erick José Pinheiro Pimenta, da 2ª Vara Cível da Comarca de Sobral, determinou a suspensão imediata de qualquer reunião das Comissões Permanentes da Câmara Municipal que conte com a participação dos vereadores Maria Socorro Brasileiro Magalhães e Marlon Marcelo Rodrigues Sobreira.

Entenda o conflito 

O impasse começou após o Diretório Municipal do PSB expulsar os dois parlamentares de seus quadros. Com a saída deles, o partido reivindicou o direito de indicar novos nomes para as comissões da Casa, defendendo que as vagas pertencem à legenda (pela regra da proporcionalidade partidária) e não aos indivíduos.

No entanto, o partido alega que o Presidente da Câmara, Francisco Linhares Ponte Júnior, o Chico Júnior (União), ignorou os pedidos de substituição por quase 60 dias, acabando por arquivá-los sem uma decisão definitiva. Diante do impasse, o PSB acionou a Justiça, por meio de um mandado de segurança, para garantir sua representatividade. 

Em sua análise, o magistrado considerou "ilegítima" a demora e a omissão da Presidência da Câmara em decidir sobre o caso. Por isso, concedeu uma liminar parcial

O que muda agora

As reuniões das comissões onde os vereadores expulsos atuam devem ser paralisadas em até cinco dias. A suspensão vale até que a Câmara analise oficialmente os pedidos de substituição feitos pelo PSB.

O que foi negado

O juiz negou o pedido do PSB para obrigar a Câmara a empossar imediatamente os novos indicados. Segundo ele, o Judiciário não pode interferir em assuntos internos do Legislativo nem interpretar as regras da Câmara no lugar dos vereadores, para respeitar a separação dos poderes.

Próximos passos 

Caso a Câmara descumpra a ordem de suspender as reuniões, foi fixada uma multa diária de R$ 1.000,00. O Presidente da Câmara tem agora 10 dias para prestar informações oficiais à Justiça antes que o caso receba uma sentença final.


0 comentários:

Postar um comentário