Matéria Wellington Bessa - sobral.com
Sobral teve papel de destaque no processo de
abolição da escravidão no Ceará, sendo uma das cidades pioneiras na libertação
de pessoas escravizadas. Registros históricos apontam que o município já
contava com alforrias consolidadas antes mesmo da abolição oficial no estado,
ocorrida em 25 de março de 1884.
No dia 2 de janeiro de 1884, Sobral aparece entre as
cidades que formalizaram a libertação, embora já houvesse registros anteriores
de emancipação, como em 19 de dezembro de 1883. Esse protagonismo coloca o
município entre os que anteciparam o fim da escravidão, reforçando sua
relevância no contexto histórico cearense.
A luta abolicionista em Sobral também contou com
nomes importantes, como Maria Tomásia Figueira Lima (1826–1902). Natural da
cidade, ela foi cofundadora e primeira presidente da Sociedade das Cearenses
Libertadoras, criada em 1882. Formada por mulheres de famílias influentes, a
entidade atuou diretamente na articulação de cartas de alforria e na
mobilização pela liberdade de dezenas de pessoas escravizadas já em suas
primeiras reuniões.
O movimento abolicionista se espalhou por diversas
cidades cearenses ao longo de 1883, com libertações acontecendo em localidades
como Acarape (hoje Redenção), Fortaleza, Icó, Baturité e Viçosa, entre outras.
Esse avanço culminou na abolição total da escravidão no Ceará em 25 de março de
1884, durante a presidência da província por Sátiro Dias, quatro anos antes da
assinatura da Lei Áurea no Brasil.
Ao todo, cerca de 32 mil pessoas foram libertadas no
estado. O feito histórico consolidou o Ceará como pioneiro no país e teve em
cidades como Sobral um dos seus principais pilares.
Todo o conteúdo analítico e informativo apresentado
tem como base apuração do professor @danilo_lopesoficial





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